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domingo, 3 de outubro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 31

Hoje é o último dia do meme de um mês, e o tema de hoje é O FIM. Sem saber ao certo do que falar hoje resolvi ir no tema que Diana, do Mundinho Extraterrestre trouxe para seu blog esta semana, quando faleceu a mãe de uma paciente sua. O fim como o final da vida, a morte.

Quem me conhece sabe que tenho pavor de morrer, não pelo medo de sentir dor, ou do que vem depois (como sou agnóstica não acredito em vida pós morte, e nem penso muito nisso). O que me incomoda é saber que é o fim, eu gosto muito de viver, tenho pavor da velhice, e detesto pensar que quando morrer não sentirei mais nada. Quando penso nisso vejo como a nossa vida é efêmera, e como damos pouco valor a este curto tempo que temos para experimentar tanta coisa.

Aí me sinto culpada por reclamar de coisas fúteis, de não ser mais ativa, de procrastinar, e pior, de me sentir envelhecendo arrependida do que não fiz, e isso pode virar um ciclo vicioso mental nada saudável. São esses pensamentos de "tenho que agir, tenho que fazer mais, tenho que ser feliz no agora e não pensar no que pode me fazer feliz amanhã" que me tira o sono, e sim, admito e, pode até ser bobeira, mas pensar na morte abre minha torneira de lágrimas e me deixa acordada no escuro ou me dá pesadelos.

Pois é, no fim do meme, me abro no blog sobre meu medinho mor. E é engraçado que conversando sobre o assunto com minha mãe, um dos meus irmãos e com meu marido, sou a única que pensa assim, e me pergunto quem mais tem essas idéias maluquinhas.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 30

Só falta mais um meme para completar o meme de um mês, e hoje o tema é livre. Diante disso e de ter sido meio relapsa com o blog nessas duas semanas que passaram, vou aproveitar o meme para dar notícias da minha mudança para o Arkansas.

Ontem confirmamos nossa casa na base, temos endereço e tudo (falta só imprimir uns documentos, assinar e mandar por faz que a casa é nossa): vai ser uma casinha de 2 quartos/1 banho na rua do lago da base, não sei se vai ser do outro lado da rua ou que dá fundos para o lago propriamente dito, mas pra quem gosta de fuçar no Google Earth, fica na Illinois Drive, na base. É uma das casas reformadas, e apesar de pequena, parece que vai servir perfeitamente para nossa pequena família (nós dois e dois gatos).

O caminhão de mudança vem dia 8, então tenho uma semana para separar tudo que vai com eles, e tudo que vai na mala, ou seja, essa semana vai ser meio caótica por aqui. No dia seguinte, dia 9, Luis viaja e eu sigo dia 13, com os gatos, direto para a casa nova. Tinha intenção de ir na Segunda mas o preço das passagens estava impraticável. Resumindo, dia 13 de Outubro já estaremos oficialmente instalados em LRAFB, prontos para uma vida nova e desconhecida. Tem hora que sinto que ainda não caiu a ficha.

Quando estiver instalada, poderei voltar ao blog com mais calma, ter uma rotina mais organizada novamente, porque nos últimos dias estou meio que a mercê dos humores do Luis em relação a que fazer, ele quem tem ditado as regras (onde vamos, quando vamos, o que ele tem saudade de comer hoje, etc) devido ao fato de estar se despedindo de seu país, de sua família, e isso com só duas semanas depois de 5 meses longe, e indo de vez, para voltar só quando tirar férias, sabe-se lá quando isso vai ser.

O Meme de um Mês - Dia 29

Já no finzinho do Meme, tenho que falar dos meus planos e sonhos para o próximo ano. Bom, diante de tudo que está acontecendo conosco esse ano posso dizer que meus planos para 2011 são encontrar um trabalho (finalmente) para deixar de ser uma inútil, tentar voltar a estudar (algo novo, talvez com animais) e começar nossa família fazendo um pimpolhinho.

Meu sonhos para 2011 são a gente se adaptar bem a nova casa, novo país, nova vida militar, ter mais tranquilidade financeira, fazer novos amigos, cumprir projetos pessoais (eterna luta com a balança sendo um deles), etc. Meu 101 em 1001 cobre a maior parte de tudo isso, e espero poder completar aquela lista na íntegra.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 28

Este tem sido até agora um ano de mudanças e alguns acontecimentos. 2010 foi o ano em que o Luis entrou para Força Aérea, mudando nossa vida permamentemente. Agora somos parte da vida militar americana, e se isso não é uma mudança gigante, não sei o que é.

Este ano foi a primeira vez desde que nos casamos que passamos meses separados, relembrando os tempos de namoro à distância, infelizmente. É claro que como experientes no assunto a gente tirou de letra, apesar da saudade infinita.

Este ano fiz minha primeira viagem à Europa, um sonho que tinha desde adolescente, e contando com a ótima companhia de minha mãe e minha cunhada, e viajando como sempre quis, sem ser de excursão, alugamos um carro e dirigimos pela França, Inglaterra, Holanda e Bélgica. Foi maravilhoso!

Este também é o ano que marca nossa saída de Porto Rico, após 4 anos vivendo aqui. Vamos para o Arkansas, uma mudança bastante radical, saio do Espanhol para o Inglês (com o qual sou muito mais íntima), do Caribe para os EUA.

O ano ainda não acabou, mas já é um ano de paradigma na minha vida.

O Meme de um Mês - Dia 27

Atrasei meus posts devido a confusão de ter o maridão em casa, ou seja, não estou com os mesmo hábitos no computador, saímos, passamos tempo juntos, ele usa a net, etc. Não é desculpa, mas é só o que tem ocorrido. Mas, no dia 27 do meme tenho que falar do meu mês, que foi de solitário e cheio de ansiedade para uma correria com a chegada do Luis, com a mudança, para a felicidade de te-lo em casa.

Setembro foi um mês ocioso até o dia 22, e de lá pra cá é meio lazer, meio "caramba, tá quase na hora da grande mudança", misturado com momentos de não fazer nada e de querer fazer tudo. Acho que por ter pouca coisa para mudar estou nessa de ter que arrumar tudo mas como não é muito e está tudo em uso não tenho mesmo como fazer isso até um ou dois dias antes da mudança.

Resumindo, Setembro foi um mês exaustivo mentalmente, mas foi o mês que Luis voltou para casa, após 5 meses, então foi ótimo também.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 26

Nos aproximando do final do meme do mês, tenho que falar da minha semana, com detalhes. Esta semana que passou foi meio frenética, de Segunda a Quarta estive me organizando e super ansiosa com a chegada do Luis.

De Quarta para cá tem sido uma correria de visitar família, nos reunir na casa dos sogros, desfazer malas, ir na base para resolver papeladas para a mudança, etc. Mas também pude passar tempo com o maridão, ficar a toa em casa, brincar com os gatinhos e falar sobre nosso futuro, o que esperar da nova base, etc.

Enfim, foi uma semana atípica, depois de meses sozinha.

O Meme de um Mês - Dia 25

Meu dia em detalhes. Bom, foi dia de churrasco na casa dos sogros. Mas como todo Domingo preguiçoso, o maridão ficou na cama até mais tarde, e eu vim fazer minha ronda matinal na net (e-mail, facebook, jornais online, Questionable Content, meu blog, os blogs que leio, etc). Depois bati papo com minha mãe e irmão no Skype.

Depois que Luis acordou e saiu para comprar coisinhas para o churrasco com o pai dele, eu dei uma arrumada na casa, tomei um banho, o joguei PS3 até Luis vir me buscar para irmos para a casa dos sogros, onde comi uma costela de porco deliciosa, tomei uma cervejinha, e batemos papo até de noite, quando viemos para casa ver filmes.

Vimos Iron Man 2 e parte do novo Robin Hood, mas estávamos meio cansados e fomos entregar os filmes e relaxar vendo Big Bang Theory no netbook, deitados na cama, curtindo o fato de estarmos juntos de novo.

sábado, 25 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 24

Vigésimo quarto dia do Meme, dia de falar do meu lugar favorito. Meu lugar favorito sempre foi minha casa, mas desde que me mudei para Porto Rico e vivo em um apartamento alugado que definitivamente não é grandes coisas, o sentimento de casa se foi. Minha casa no momento se define pela presença de meu marido, ou a casa dos meus pais em Rondônia. Acredito que com a mudança para uma casa mais agradável eu possa finalmente ter essa sensação de lar. E então assim meu lugar favorito volta a ser a MINHA casa física.

De tudo que já visitei de bonito nesse mundo, de todos os lugares onde passei ótimos momentos, nada se compara ao comforto e segurança que sinto quando estou em casa. É onde posso ser o que quero sem culpa, onde posso estar sempre genuinamente à vontade.

O Meme de um Mês - Dia 23

Hoje é dia de postar um vídeo, e não há vídeo atualmente que eu ache mais engraçado ou genial que a série de comerciais da Old Spice, uma marca de produtos de higiene masculina. O melhor de todos é o do Old Spice Body Wash.

A idéia é que os comerciais não fazem lá muito sentido, mas são hilários!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 22

Hoje no meme é dia de citar um site. Eu sou uma internauta assumida. Visito vários sites diferentes, posso passar horas navegando por coisas completamente inúteis, ou interessantes, ou bizarras, ou inteligentes, etc. sem sentir. Escolher um site só é igual escolher um livro só, ou uma só música, etc. Mas dentre os sites que visito religiosamente, o que vem logo depois do e-mail, do blog, do Facebook e do site da Veja e do Globo, é o Kibe Loco.

É o site que me mantém por dentro de tudo que de engraçado ocorre pela minha terra, e também pelo mundo afora, e sempre me diverte. É ótimo ponto de parada naqueles dias que meu humor não está dos melhores. Então é isso, a verdade é ácida e o kibe é cru! Visitem!

Kibe Loco

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 21


Eu gosto de cozinha, gosto de cozinhar (coisas diferentes, não o arroz e feijão de todo dia) e vivo folheando livros de receita para achar algo que eu possa testar (que muitas vezes fica na promessa, pois acabo fazendo algo que sei que faço bem). Hoje tenho que falar de uma receita, e claro, vou falar de uma que sei que faço bem.

Minha mãe me ensinou uma receita de Broa de Fubá há muitos anos que sempre foi infalível, fácil e sucesso absoluto em todo lanchinho lá em casa. Sempre fica fofinha e é uma delícia, é de longe a melhor broa que já comi, e aliás, antes de usar esta receita eu nem era muito fã de broa. Ela já conquistou até a família de meu marido aqui em Porto Rico.

Broa de Fubá de Liquidificador

4 ovos
2 xícaras de açúcar
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de fubá
1 xícara de óleo
1 xícara de leite
1 colher sopa fermento
1 saquinho de erva doce (10g)

Bata os ovos e o açúcar no liquidificador. Acrescente os outros ingredientes e bata até ficar homogêneo, acrescentando a erva doce no final só para misturar. Asse em forma untada por 30 minutos em forno médio.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 20

Um hobby. Bom, disso eu tenho alguns. Ler é um deles, nem precisa ser dito. Animes e mangás são duas coisas que curto muito também. Jogos de computador são um hobby? Se sim, também adoro um bom RPG ou o sempre adorável The Sims.

Mas aqui vou falar do Ponto de Cruz. É um hobby que faço de forma intermitente. Passo ano sem por a mão, e do nada saio bordando igual uma doida, mas desde que aprendi aos, hmmm, 11 anos talvez? (nem sei se mamãe lembra quando me ensinou) de tempos em tempos volto a ele (até andei falando dele por aqui recentemente, apesar de ter estado ansiosa demais para bordar nas últimas semanas).


E dentro do Ponto de Cruz o que mais gosto é de bordar quadrinhos de temas variados (meus panos de prato eu bordei também, mas curto mais quadrinhos), e adoro bordar com muitas cores, e estilos diferentes (no entanto não curto muito o ponto de cruz pintura, bordando pessoas de forma realística).

O Meme de um Mês - Dia 19

Ontem estive tão ocupada que não pude escrever meu Meme. No dia 19 é para falar de um talento. Sinceramente, eu não acho que tenho um talento assim, notório. Não toco nenhum instrumento, não sei cantar, não pratico nenhum esporte ou dança (fiz balé muitos anos, mas engordei e nunca mais dancei, e também não era especialmente boa), sei cozinhar (na maior parte do tempo, com erros aqui e ali que tornam minha comida intragável) mas nada que as pessoas digam "Nossa Laura! Você deveria abrir um restaurante". Enfim, me olhando no espelho e pensando em algum talento, não consigo pensar em nada.

Eu poderia dizer que tenho facilidade com línguas, mas não sei se é talento, porque pra dizer a verdade se aprendi o Inglês e o Espanhol é porque tinha interesse e estudei muito, não é lá algo fora do comum, todo mundo pode aprender. De repente é talento para gostar de línguas, pois também estudei o Francês e o Japonês, mesmo não o suficiente para saber a língua. Então não conta.

Ah sim, e faço Ponto de Cruz. Sei fazer, gosto de fazer, mas não é talento porque meu avesso é um horror e não tenho a velocidade ou habilidade que pessoas que realmente tem talento pra isso têm.

Hmmm, de repente meu talento é minha habilidade em pesquisar e reter informações completamente inúteis. Pelo menos meus amigos e família Grandes chances de eu saber. Tem dúvida sobre um tema completamente insignificante que ninguém se importa? Eu pesquiso e acho rapidamente. Rsrsrsrsrsrs

Sério, não tenho nenhum talento especial.

domingo, 19 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 18

Um Poema. Mesmo amando ler, não sou muito fã de poesia, mesmo tendo escrito algumas coisas bobas na infância (porque gostava de escrever e ler) e de ter lido um ou outro poemas que apreciei, em destaque, dois de Edgar Allan Poe, o famosérrimo "The Raven" e "Annabel Lee". Amo os dois.

Mas como já coloquei Edgar Allan Poe no meu post sobre contos (e traduzir um poema do Poe seria um sacrilégio), hoje o poema escolhido é do brasileiro Alphonsus de Guimaraens, "Ismália" (que li num livro de Literatura no Segundo Ano e nunca mais esqueci). Aliás, podem me chamar de mórbida mas os 3 poemas tratam da morte, cada um a sua maneira.

Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


sábado, 18 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 17

Uma obra de Arte. Arte é algo muito pessoal. Eu pessoalmente, detesto Arte Moderna (só se for tipo um quadro genérico de cores vibrantes para decorar um sala, mesmo que seja feito em casa) e não sou muito fã da pintura italiana renascentista (tem quadros que são impressionantes, mesmo que não sejam do meu gosto). Adoro esculturas greco-romanas e tudo relacionado ao Egito e História Antiga. Em termos de pintura gosto de impressionismo (Monet, Cezanne, Manet, etc). Para o post de hoje eu escolhi uma obra que tive o prazer de ver ao vivo na minha visita à Paris este ano.

É uma escultura que já tinha ouvido falar durante uma aula de Literatura (acho que foi Literatura) na minha época de escola. A Vitória de Samotrácia. Foi descoberta em 1863, faltando pedaços, e não se sabe sua autoria, mas é do período helenístico, tendo sido esculpida entre 220 e 190 AC. Está em lugar de destaque no Louvre e é simplesmente maravilhosa! Não é a toa que ela é famosa e considerada um dos grandes tesouros do museu.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 16

O dia 16 do Meme pede uma música que nos faz (ou quase) chorar. Essa é moleza para mim até porque já chorei escutando essa música. Ela é do Queen, e é conhecida por causa do filme Highlander, mas nunca a liguei ao filme, e sim gosto dela porque minha mãe me ensinou a apreciar a banda (ela era fã do Freddie Mercury, e como não ser?). Então aí está, "Who Wants to Live Forever"




Who lives forever anyway ...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 15

Na metade do Meme de um Mês, tenho que falar sobre uma fotomontagem. Eu admito, não saco NADA do assunto. Então tive que pesquisar pela internet para me entender um pouquinho e escolher alguma. Aí lembrei da capa de um dos álbums de uma das minhas preferidas, o Red Hot Chili Peppers. É a capa do álbum Californication, que substitui a água da piscina pelo céu.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 14

Estamos quase na metade do Meme de um Mês e hoje é dia de falar do um livro não ficcional. Eu, como fã total de ficção, acho um pouco difícil esse tema, não gosto da maior parte das biografias, e tenho ojeriza de livros de auto-ajuda.

Mas tiveram dois livros não ficcionais que gostei muito. Um é o "Caixa-Preta", de Ivan Sant'anna, que documenta de forma verídica 3 incidentes aéreos do Brasil: O RG-280, que pegou fogo já quase chegando em Paris em 1973; o VP-375, que foi sequestrado em 1988 por um cidadão frustrado com o governo e; o RG-254, que caiu na floresta amaz%onica em 1989. Os relatos são impressionantes em seu nível de detalhes, com testemunhas de sobreviventes e análise dos motivos do incidente. Muito interessante!

Mas para mim, o carro chefe de todos os livros de não ficção que já li (tudo bem, não são muitos, mas ainda assim, esse figura entre meus favoritos, mesmo se eu incluir ficção) é a obra de Stephen E. Ambrose, "Band of Brothers".


Na verdade, eu ouvi falar na aclamada série da HBO primeiro, e realmente, é uma excelente série, e por isso mesmo resolvi ir atrás do livro na qual foi baseada. Stephen E. Ambrose criou o livro baseado nos relatos de membros da Companhia E, durante a Segunda Guerra Mundial. O livro acompanha a companhia de seu treinamento, durante o Dia D na Normandia, até o final da Guerra, mostrando todas as missões da qual a companhia participou. É um relato impressionante e muito legal de ler. Quando pesquisei sobre a série o livro percebi que há alguns erros, algumas controvérsias, mas isso não tira a idéia de que é um grande livro sobre um momento histórico tão significante na história mundial.

Recomendo os dois livros com certeza, e não deixem de conferir a série da HBO.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 13


Livro de Ficção. Este é o tema de hoje. Hmmmm, difícil escolher um só título para dividir aqui. Mas vou escolher o primeiro livro adulto que li e que foi o responsável por me tirar aquele receio infantil de livros muito grandes. E este livro foi "A Coisa", de Stephen King. Dividido em dois volumes, o livro tem um total de 1.265 páginas. Isso para uma garotinha de 11 anos não acostumada, era um verdadeiro desafio.

Gostei muito da minha leitura do livro aos 11 anos, mas foi nas duas releituras seguintes, anos depois, que realmente pude compreender o livro como um todo. Na primeira vez ele era só viciante, assustador, e bizarro. Aliás, passei os anos seguintes da minha adolescência vidrada em filmes de terror, e em tudo do Stephen King. O livro é pesado, incomoda mesmo. Muito bom!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Meme de um Mês - Dia 12

No dia 12 do meme temos que citar um Conto. Eu não sou muito fã de contos em geral mas tem uns que amo, e são do Edgar Allan Poe. Dentre eles acho que meu favorito é o "The Tell-Tale Heart.

Foi escrito em 1843 e narra os pensamentos de um homem que se diz são, mas que matou um velho por que seu olho o incomodava, o desmembrou e escondeu seu corpo sob as tábuas do assoalho. O homem então alucina que o coração do velho segue batendo, e o homem se vê atormentado pelo pulsante coração, até que acaba se entregando na presença de um policial, levantando as tábuas do assoalho para revelar seu feito.

Abaixo coloco o conto na íntegra, em sua língua original.


The Tell-Tale Heart

T
RUE! --nervous --very, very dreadfully nervous I had been and am; but why will you say that I am mad? The disease had sharpened my senses --not destroyed --not dulled them. Above all was the sense of hearing acute. I heard all things in the heaven and in the earth. I heard many things in hell. How, then, am I mad? Hearken! and observe how healthily --how calmly I can tell you the whole story.

It is impossible to say how first the idea entered my brain; but once conceived, it haunted me day and night. Object there was none. Passion there was none. I loved the old man. He had never wronged me. He had never given me insult. For his gold I had no desire. I think it was his eye! yes, it was this! He had the eye of a vulture --a pale blue eye, with a film over it. Whenever it fell upon me, my blood ran cold; and so by degrees --very gradually --I made up my mind to take the life of the old man, and thus rid myself of the eye forever.

Now this is the point. You fancy me mad. Madmen know nothing. But you should have seen me. You should have seen how wisely I proceeded --with what caution --with what foresight --with what dissimulation I went to work! I was never kinder to the old man than during the whole week before I killed him. And every night, about midnight, I turned the latch of his door and opened it --oh so gently! And then, when I had made an opening sufficient for my head, I put in a dark lantern, all closed, closed, that no light shone out, and then I thrust in my head. Oh, you would have laughed to see how cunningly I thrust it in! I moved it slowly --very, very slowly, so that I might not disturb the old man's sleep. It took me an hour to place my whole head within the opening so far that I could see him as he lay upon his bed. Ha! would a madman have been so wise as this, And then, when my head was well in the room, I undid the lantern cautiously-oh, so cautiously --cautiously (for the hinges creaked) --I undid it just so much that a single thin ray fell upon the vulture eye. And this I did for seven long nights --every night just at midnight --but I found the eye always closed; and so it was impossible to do the work; for it was not the old man who vexed me, but his Evil Eye. And every morning, when the day broke, I went boldly into the chamber, and spoke courageously to him, calling him by name in a hearty tone, and inquiring how he has passed the night. So you see he would have been a very profound old man, indeed, to suspect that every night, just at twelve, I looked in upon him while he slept.

Upon the eighth night I was more than usually cautious in opening the door. A watch's minute hand moves more quickly than did mine. Never before that night had I felt the extent of my own powers --of my sagacity. I could scarcely contain my feelings of triumph. To think that there I was, opening the door, little by little, and he not even to dream of my secret deeds or thoughts. I fairly chuckled at the idea; and perhaps he heard me; for he moved on the bed suddenly, as if startled. Now you may think that I drew back --but no. His room was as black as pitch with the thick darkness, (for the shutters were close fastened, through fear of robbers,) and so I knew that he could not see the opening of the door, and I kept pushing it on steadily, steadily.

I had my head in, and was about to open the lantern, when my thumb slipped upon the tin fastening, and the old man sprang up in bed, crying out --"Who's there?"

I kept quite still and said nothing. For a whole hour I did not move a muscle, and in the meantime I did not hear him lie down. He was still sitting up in the bed listening; --just as I have done, night after night, hearkening to the death watches in the wall.

Presently I heard a slight groan, and I knew it was the groan of mortal terror. It was not a groan of pain or of grief --oh, no! --it was the low stifled sound that arises from the bottom of the soul when overcharged with awe. I knew the sound well. Many a night, just at midnight, when all the world slept, it has welled up from my own bosom, deepening, with its dreadful echo, the terrors that distracted me. I say I knew it well. I knew what the old man felt, and pitied him, although I chuckled at heart. I knew that he had been lying awake ever since the first slight noise, when he had turned in the bed. His fears had been ever since growing upon him. He had been trying to fancy them causeless, but could not. He had been saying to himself --"It is nothing but the wind in the chimney --it is only a mouse crossing the floor," or "It is merely a cricket which has made a single chirp." Yes, he had been trying to comfort himself with these suppositions: but he had found all in vain. All in vain; because Death, in approaching him had stalked with his black shadow before him, and enveloped the victim. And it was the mournful influence of the unperceived shadow that caused him to feel --although he neither saw nor heard --to feel the presence of my head within the room.

When I had waited a long time, very patiently, without hearing him lie down, I resolved to open a little --a very, very little crevice in the lantern. So I opened it --you cannot imagine how stealthily, stealthily --until, at length a simple dim ray, like the thread of the spider, shot from out the crevice and fell full upon the vulture eye.

It was open --wide, wide open --and I grew furious as I gazed upon it. I saw it with perfect distinctness --all a dull blue, with a hideous veil over it that chilled the very marrow in my bones; but I could see nothing else of the old man's face or person: for I had directed the ray as if by instinct, precisely upon the damned spot.

And have I not told you that what you mistake for madness is but over-acuteness of the sense? --now, I say, there came to my ears a low, dull, quick sound, such as a watch makes when enveloped in cotton. I knew that sound well, too. It was the beating of the old man's heart. It increased my fury, as the beating of a drum stimulates the soldier into courage.

But even yet I refrained and kept still. I scarcely breathed. I held the lantern motionless. I tried how steadily I could maintain the ray upon the eve. Meantime the hellish tattoo of the heart increased. It grew quicker and quicker, and louder and louder every instant. The old man's terror must have been extreme! It grew louder, I say, louder every moment! --do you mark me well I have told you that I am nervous: so I am. And now at the dead hour of the night, amid the dreadful silence of that old house, so strange a noise as this excited me to uncontrollable terror. Yet, for some minutes longer I refrained and stood still. But the beating grew louder, louder! I thought the heart must burst. And now a new anxiety seized me --the sound would be heard by a neighbour! The old man's hour had come! With a loud yell, I threw open the lantern and leaped into the room. He shrieked once --once only. In an instant I dragged him to the floor, and pulled the heavy bed over him. I then smiled gaily, to find the deed so far done. But, for many minutes, the heart beat on with a muffled sound. This, however, did not vex me; it would not be heard through the wall. At length it ceased. The old man was dead. I removed the bed and examined the corpse. Yes, he was stone, stone dead. I placed my hand upon the heart and held it there many minutes. There was no pulsation. He was stone dead. His eve would trouble me no more.

If still you think me mad, you will think so no longer when I describe the wise precautions I took for the concealment of the body. The night waned, and I worked hastily, but in silence. First of all I dismembered the corpse. I cut off the head and the arms and the legs.

I then took up three planks from the flooring of the chamber, and deposited all between the scantlings. I then replaced the boards so cleverly, so cunningly, that no human eye --not even his --could have detected any thing wrong. There was nothing to wash out --no stain of any kind --no blood-spot whatever. I had been too wary for that. A tub had caught all --ha! ha!

When I had made an end of these labors, it was four o'clock --still dark as midnight. As the bell sounded the hour, there came a knocking at the street door. I went down to open it with a light heart, --for what had I now to fear? There entered three men, who introduced themselves, with perfect suavity, as officers of the police. A shriek had been heard by a neighbour during the night; suspicion of foul play had been aroused; information had been lodged at the police office, and they (the officers) had been deputed to search the premises.

I smiled, --for what had I to fear? I bade the gentlemen welcome. The shriek, I said, was my own in a dream. The old man, I mentioned, was absent in the country. I took my visitors all over the house. I bade them search --search well. I led them, at length, to his chamber. I showed them his treasures, secure, undisturbed. In the enthusiasm of my confidence, I brought chairs into the room, and desired them here to rest from their fatigues, while I myself, in the wild audacity of my perfect triumph, placed my own seat upon the very spot beneath which reposed the corpse of the victim.

The officers were satisfied. My manner had convinced them. I was singularly at ease. They sat, and while I answered cheerily, they chatted of familiar things. But, ere long, I felt myself getting pale and wished them gone. My head ached, and I fancied a ringing in my ears: but still they sat and still chatted. The ringing became more distinct: --It continued and became more distinct: I talked more freely to get rid of the feeling: but it continued and gained definiteness --until, at length, I found that the noise was not within my ears.

No doubt I now grew very pale; --but I talked more fluently, and with a heightened voice. Yet the sound increased --and what could I do? It was a low, dull, quick sound --much such a sound as a watch makes when enveloped in cotton. I gasped for breath --and yet the officers heard it not. I talked more quickly --more vehemently; but the noise steadily increased. I arose and argued about trifles, in a high key and with violent gesticulations; but the noise steadily increased. Why would they not be gone? I paced the floor to and fro with heavy strides, as if excited to fury by the observations of the men --but the noise steadily increased. Oh God! what could I do? I foamed --I raved --I swore! I swung the chair upon which I had been sitting, and grated it upon the boards, but the noise arose over all and continually increased. It grew louder --louder --louder! And still the men chatted pleasantly, and smiled. Was it possible they heard not? Almighty God! --no, no! They heard! --they suspected! --they knew! --they were making a mockery of my horror!-this I thought, and this I think. But anything was better than this agony! Anything was more tolerable than this derision! I could bear those hypocritical smiles no longer! I felt that I must scream or die! and now --again! --hark! louder! louder! louder! louder!

"Villains!" I shrieked, "dissemble no more! I admit the deed! --tear up the planks! here, here! --It is the beating of his hideous heart!"