segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Semana Explosiva

Tivemos uma metade de semana estranha. Na Quinta à meia-noite e meia ouvimos uns pipocos altos e pensamos que estavam soltando fogos de artifício. Depois um alarme soou perto e pensamos que havia sido um trovão bem perto.

Como o som tinha sido diferente fomos para janela e então vimos a enorme pira de fogo e fumaça ao longe. Um espetáculo assustador. Com uma hora da explosão e ainda olhando do nosso terrraço junto com os vizinhos, começou a chover fuligem na gente. Lá pelas duas da manhã ficamos sabendo que explosão foi de 11 silos de gasolina de uma reservatório Gulf.

Na Sexta à noite as chamas ainda podiam ser vistas facilmente aqui de casa, e acompanhando as notícias vimos que a região da Gulf foi evacuado, e que os silos queimaram por3 dias. O céu aqui onde moramos estava preto da fumaça, nem se via o Sol. Ontem durante o dia choveu bastante, e as poças que formavam no chão eram negras. Com a chuva e por finalmente as chamas terem apagado ontem de tarde, hoje o céu estava limpo, o cheiro de gasolina se foi, mas o nosso pobre carro, está coberto de sujeira preta, da fuligem e chuva negra.

Vídeo da Explosão: http://www.youtube.com/watch?v=5G84-CQTQl8

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Random Walk

Random Walk é um clássico shoujo, da autora Yoshizumi Wataru, que segue o dia a dia de Yuka, uma menina simpática, bem humorada, que quer experimentar o amor, seguindo o conselho de seu pai, que avisa que ela deve aproveitar muito a vida e os relacionamentos. Partindo daí qualquer fã do gênero (ou conhecedor) diria que é "só mais um" e se perguntaria pra que ler mais um shoujo que não tem nada de diferente.

Bom, pra começar a autora é caprichosa, e isso nem sempre se encontra, o traço é leve e feito pra agradar as meninas mesmo. O enredo é bem simples, mas os personagens são mais humanos que o de costume nos shoujo. As situações são viáveis com resultados que qualquer um esperaria, se tivéssemos falando da vida real. Aí que me apeguei a história, é um shoujo de colegiais, mas com um quê de Slice of Life, já que os personagens tomam atitudes que o leitor também tomaria, não se vê tanto drama em copo d'água tão consistente dos shoujos (que às vezes é ótimo, mas em doses cavalares não tem como perdoar).


Mesmo que o final seja um pouco óbvio, o caminho até ele é gostoso de se seguir, e a protagonista Yuka é tão adorável, que qualquer desfecho escolhido por ela seria aceitável. São somente 15 capítulos, disponíveis em inglês AQUI.

Devaneios de uma "Organizante"


Eu não sou uma pessoa super organizada, admito. As coisas tendem a não voltar para seus lugares assim que termino de usar. Mas eu adoro organizar coisas. Explico a contradição. Eu sou daquele tipo de gente que acumula roupas na poltrona do quarto por uma semana, que vai enfiando tudo no armário de qualquer jeito, que faz uma pilha de livros na mesa de cabeceira quando a estante está a reles metro e meio de distância.

Mas adoro organizar então toda semana de uma hora pra outra viro Dona Furacão e esvazio completamente o armário (até o que está arrumadinho) e faço uma total reorganização enquanto limpo; ou desabo minha estante de livros até não sobrar nenhum, e vou limpando um a um e arrumando por tamanho; ou resolvo lavar tudo dentro dos armários da cozinha, mesmo o que foi recentemente lavado, só pra reposicionar a louça e ficar com cara de novo.

É uma péssima mania. Não o de organizar, até porque sei que não sou uma juntadora anônima, jogo fora tudo que está em desuso, mas o fato do meu amor por organização não me manter na linha o resto do tempo, porque não mantenho meus armários de modo que Dona Furacão não tenha que vir à tona.

Fico pensando em modos de praticar o hábito de organizar todo o tempo, sem acúmulo, sem precisar desorganizar primeiro. É claro que para fazer isso tenho que consertar um outro defeito: a procrastinação. O engraçado é que com coisas como renovar documentos, pagar contas, pequenos consertos, etc eu não procrastino, eu não me desorganizo (a não ser por forças externas).

Mas acho que minha procrastinação é diretamente ligada a importância da tarefa, o que me leva a conclusão que preciso da pressão. Nada saudável. Atuo melhor sob pressão mas também acabo ansiosa e estressada. Por outro lado, acredito que é a ansiedade que me impede de praticar o Furacão em doses homeopáticas, no estilo brisa suave soprando constantemente.

Ansiedade + Procrastinação = Meu Mal. Me pergunto se alguém mais tem essas manias loucas e o que fazem pra contê-las.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Billion Girl & Hadashi de Bara wo Fume


Na onda de mangás que Diana e eu temos lido, 'Billion Girl' é mais um de relacionamentos de mentira ou forçados que acaba despertando sentimentos verdadeiros entre os protagonistas. Ooba Kanoko é uma menina cuja família se vê a beira da falência e prestes a perder sua pequena loja de doces tradicionais (onde moram) quando um estranho milionário oferece saldar a dívida da família em troca da mão de uma das filhas em casamento. As filhas mais velhas se recusam ao contrato e é Ooba quem acaba se casando com o misterioso Taiga Houjo.

É claro que o casal começa seu casamento arranjado em pé de guerra já que ela só se casou pra salvar a família, e ele porque necessita de um herdeiro pra sua fortuna, mas fora o óbvio enredo que os leva a se apaixonarem de verdade, as situações que giram em torno dos dois fazem deste mangá uma boa distração. Os personagens secundários são interessantes e as intrigas que servem como pano de fundo para o romance dos dois é o que dá o toque de unicidade a esta história.

Um detalhe que acho que vale mencionar é que, comum a todos os mangás e animes, sempre há um personagem efeminado, mas que nem sempre é abertamente homosexual. Em "Billion Girl' há personagens abertamente gays, o que me supreendeu um pouco, pois eles sempre estão lá, mas fica implícito, e não é explorado (a não ser que seja uma mangá Yaoi).



Semelhante ao 'Billion Girl', 'Hadashi de Bara wo Fume' é a história de Sumi Kitamura, a segunda mais velha de uma família de 6 crianças órfãs, que vive em total miséria, já que o pouco dinheiro que seu irmão mais velho ganha, ele perde em apostas, já que é viciado em jogatina. A péssima situação em que vivem faz com que Sumi se venda para um milionário em troca de dinheiro para sustentar seus irmãos adotados. Nesta série, o milionário se casou para que pudesse continuar herdeiro de uma grande fortuna, ainda seguindo a idéia do 'Billion Girl' de que o casamento é por puro interesse de ambas as partes.

A diferença é que o "vilão" da história acaba sendo a última pessoa esperada, o que dá o tom e charme da série, e que me fez apegada a história, com curiosidade de saber o que vem pela frente. O fato da história se passar na Era Meiji, só ajuda. E a protagonista deste é uma garota forte e determinada, diferente das heroínas defeituosas que se costuma achar em Shoujos.

Confiram Billion Girl AQUI!

Confiram Hadashi de Bara wo Fume AQUI!

sábado, 17 de outubro de 2009

O Símbolo Perdido



Este é o novo livro de Dan Brown, terceiro da série que acompanha as aventuras de Robert Langdon. Desta vez o palco é Washington DC e a intriga gira em torno da Massonaria. Dan Brown mais uma vez utiliza a fórmula padrão de fazer uso de várias informações interessantes pra ilustrar sua história, vilões que guardam mistérios, uma garota inteligente, etc. Apesar disso desta vez o enredo deixou muito a desejar.

O Símbolo Perdido está muito aquém de Anjos e Demônios e O Código DaVinci, as motivações são mais inverossímeis e o tema não prende tanto o interesse quanto os dois primeiros livros de Langdon fizeram. Ao ler Anjos e Demônios e O Código DaVinci eu queria saber o que estava no fim da linha, eu sabia que era algo impressionante, e isso é o que faltou desta vez.

Pra quem é fã de Dan Brown, como eu, eu ainda assim recomendo essa leitura que seja pelas informações extras e interessantes, mas ele está mais próximo em qualidade ao Fortaleza Digital ou Ponto de Impacto, mais incompleto ou imaturo talvez, faltou o brilho.

O Símbolo Perdido chega ao Brasil em 24 de Novembro, mas está em pré-venda AQUI.


domingo, 11 de outubro de 2009

A Montanha e o Rio


Esse livro narra a história de dois irmãos (por parte de pai) chineses que têm vidas completamente diferentes, Tan e Shento. Tan passa sua criação numa vida de luxo e cercado de carinho, ao passo que Shento cresce num vilarejo nas montanhas, criado por pais adotivos. Criados em ambientes opostos, os dois acabam virando adultos com ideais opostos, mas de maneira inusitada, inesperada pelo leitor.

A história se passa na China dos Anos 60 aos 80 e além da perspectiva dos dois irmãos, também acompanhamos a vida de Sumi Wo, figura central na vida de ambos, apesar destes não saberem da existência um do outro.

O livro foi muito interessante para mim, que não tinha idéia do que era a China Comunista desta época e principalmente porque o enredo não era de longe o que eu esperava, e acabei surpreendida por este romance repleto de paixão, dor, intrigas, politicagem, drama familiar, etc. Enfim, é um romance completo.

Recomendo! Compre AQUI.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Retorno


Minhas férias acabaram. Hora de voltar pra casa. Na preparação das malas peguei uma mala daquelas duras, prateada, com mamãe, para poder trazer umas coisinhas minhas que aindam tinham ficado pra trás da mudança (mangás). A mala tinha sofrido uma pequena rachadura e meus pais não a usavam mais.

Me preparei para a maratona e saímos às 9 hrs pra Porto Velho e após um almoço tranquilo com mamãe e Guilherme, um novo livro em mãos, embarquei para Brasília na Quinta-Feira às 13 hrs. Quando chegamos em Brasília (já completamente presa ao livro que havia comprado), eu já estava praticamente na porta desembarcando quando anunciaram que o mesmo avião faria o (meu) vôo até São Paulo, por pouco não desembarco só pra ter que esperar o embarque no terminal e voltar pro mesmo avião (não era um vôo em escala, foi só a coincidência do outro vôo utilizar o mesmo avião).

Continuei lendo (OPA! Lugar vazio do meu lado, beleza) tranquila no curto vôo até São Paulo. E então começaram as longas caminhadas de tédio pelo aeroporto e até comprei outro livro porque neste ponto eu já tinha chegado na metade do livro e ainda faltavam 24 hrs pra eu chegar em casa.

Me preparei para dormir no vôo noturno (22:30) para Nova York e a primeira coisa ocorrida foi sentar ao lado de um brasileiro meio metido a besta e reclamando que havia perdido o vôo mais cedo e agora não tinha assentos na primeira classe e que ia ter que ir de "coach no assento do meio na classe xinfrim" (é, falou assim mesmo, como se falar classe econômica fosse blasfêmia).

Bom. Elogios a TAM em suas viagens internacionais pelo excelente serviço de bordo e comforto maior que o já presenciado na American Airlines e na United. Vai Brasil! As TVs individuais com boa escolha de filmes (vários a escolher, novos e mais antigos), séries, documentários, e ainda jogos como sudoku e paciência foram uma boa surpresa, já que nunca tinha visto essa opção de escolha, normalmente mesmo com TV individual na poltrona a programação é única. Mas após o jantar, quando as luzes foram apagadas e a cabine se aquietou, o tal pobre indivíduo que tinha que ir de "coach" ficou a noite toda com a TV dele ligada no brilho máximo (há ajuste de brilho) o que me atrapalhou a dormir um pouco, pois quando o pescoço doía pra um lado, não podia virar pro outro sem ficar com a TV na minha cara. Enfim, acho que cochilei umas 3 hrs. Já ao amanhecer, quando já havia movimentação para servir o café da manhã, percebi que o carinha ainda tinha a TV no brilho máximo, mas estava dormindo de boca aberta e se inclinando pro meu lado com aquele bafão de ar-condicionado (minha regra é voar mascando chiclete, eu inclusive durmo com um na boca e vou trocando sempre que o frescor se vai e ainda escovo os dentes antes do café).

8 hrs. Nova York, vou dizer, nunca tinha visto tamanha diversidade de vôos chegando ao mesmo tempo à um aeroporto. Na fila da imigração para residentes (em NY há fila separada para turista, cidadão, e residente portador de Green Card, enquanto em outros aeroportos vejo residentes dirigidos a mesma fila de cidadãos), haviam vários indianos de sári e pontos vermelhos na testa, um paquistanês na minha frente (esse eu observei de curiosa pra ver o agente da imigração mesmo, que pegou várias impressões digitais dele, apesar do senhor ter Green Card), mexicanos, alguns russos/alemães, japoneses e MUITOS muçulmanos. Vi pelo menos 15 mulheres de longas túnicas e xales tapando a maior parte do rosto (nenhuma de burca completa), de muitas cores, e até um senhor com uma barba branca enorme em sua túnica branca impecável.

Uma vez mais fui bem tratada na imigração e saí pra buscar minhas malas (se você for viajar pros EUA, e a companhia aérea lhe dizer que sua mala foi despachada pro destino final, nunca acredite, é obrigatório fazer alfândega no primeiro ponto de chegada aos EUA). Viu mãe, eu sabia que a mocinha da TAM estava enganada, é impossível despachar direto pra San Juan, se vai passar em Miami ou NY primeiro. De qualquer forma, a tal mala cinza rachadinha, estava TODA quebrada, rachada, com pedaços caindo. Putz! Paguei para passarem um plástico nela toda e cruzei os dedos, esperando que minhas coisas não saíssem voando por aí até San Juan.

Rápido vôo até Washington e depois a - muito - longa espera de 6 hrs para pegar o vôo até San Juan. Vi o Rio ser escolhido para as Olimpíadas na CNN, vibrando sozinha enquanto os americanos se lamentavam em ver Chicago ser eliminado. Finalmente cheguei em San Juan às 22 hrs de Sexta-Feira, o aeroporto estava lotado, e foi um custo pegar o carro e sair. Comentário da sogra: "Ai que bom, estava vigiando as notícias pra ver se algum avião ia cair".

Já eram meia noite quando me despedi de minha sogra e uma última surpresa, o chaveiro do Luis que tinha ficado comigo para eu abrir o apê quando chegasse, estava com todas as chaves do trabalho dele, do carro, da casa dos pais dele, mas ele tinha retirado a chave do apê pra deixar com a Noelia então eu fiquei presa pra fora de casa. Morta, exaurida, suja, suada. Tive que ligar pro Luis e ele pedir pro pai dele achar a bendita chave e vir me salvar.

Às 1 da manhã desabei na cama.

PS - A mala cinza não sobreviveu após a retirada do plástico protetor, mas meus pertences chegaram todos intactos.

domingo, 20 de setembro de 2009

Dewey: Um gato entre livros


Na onda do sucesso de "Marley e Eu", chegou este livro de Vicky Myron, uma bibliotecária de Spencer, Iowa, que segue a vida local e de Dewey, um gato que foi abandonado na caixa de coleta de livros. O gato viveu 18 anos na Biblioteca e era famoso por sua docilidade.

Apesar de ser interessante a história de uma cidadezinha do interior dos EUA através de crises e desenvolvimentos econômicos, diferente de quando li Marley (comparações são inevitáveis), Dewey para mim é simplesmente UM gato. Assim mesmo, genérico.

Em Marley o autor transformou o cachorro e sua vida com ele em algo único, Marley tem personalidade, o leitor o conhece e se apega a ele. Já com Dewey, a forma que foi escrito o livro me deu a impressão de tentativa de forçar essa unicidade, não me parece real.

Sempre amei gatos, cresci com eles, tive muitos gatos e todos são distintos, todo gato tem suas peculiaridades, características pessoais mesmo. Mas todo gato também tem atitudes comuns à espécie, coisas que se espera de todo gato, e é isso que me incomodou em "Dewey", há um exagero em fazer os comportamentos mais banais dos gatos parecer incrível e único a Dewey, e isso tira a magia dele, ele se torna um gato qualquer, de novo, genérico.

Acredito que com melhor autoria, Dewey se tornaria um gatinho fantástico, pois era sim dócil, mas tal como é, não consegui me apegar a ele. O fim da vida de Marley me fez chorar copiosamente, já o pobre Dewey ganhou apenas uma leve fungada. Talvez, se a dona dele (a autora) fosse mais carismática, eu teria apreciado melhor o livro.

domingo, 13 de setembro de 2009

Leitura de Férias

Uma das coisas que se faz muito na fazenda é ler. Como eu já tinha comentado antes AQUI no blog, minha família é de ávidos leitores, e no fim do dia, após o banho merecido, aproveitando o tempo fresco e o silêncio de uma casa sem energia elétrica (só motor a diesel quando dá vontade de se ver TV, e tem até Sky Net pra isso), todos nos voltamos para os livros, com menos distrações, é aqui onde eu acabo lendo mais (sempre estou às voltas com um livro, mas meus pais compram muitos mais livros que eu – por motivos financeiros – e sempre há várias opções esperando por mim quando visito).


Nesta viagem até agora li os seguintes que vale a pena comentar:

1) Crônicas Saxônicas - Bernard Cornwell




Até agora foram lançados 4 volumes desta saga que conta a história das invasões bárbaras na Inglaterra, seguindo a trajetória de Uthred, saxão criado pelos vikings dinamarqueses, que acabando vivenciando a batalha pelos dois lados. Escrito por Bernard Cornwell, esta é outra obra de arte das épicas batalhas medievais, e pessoalmente, ainda não vi autor igual em masterizar a descrição da luta nestes tempos. Sua narrativa sempre me prende, é real, sem rodeios e a fantasia é crível. Recomendo esta série e também as outras de Bernard Cornwell (As Crônicas de Artur e A Busca do Graal). Li os quatro volumes e fico aguardando o quinto. Compre AQUI!


2) A Hospedeira - Stephenie Meyer





Não posso negar que sou fanzoca da série Crepúsculo mas nunca achei que Stephenie Meyer fosse necessariamente uma boa escritora. Parte de mim crê que ela deu sorte no tema na hora certa, e desenvolveu um personagem fácil do leitor se apaixonar (Edward, não a Bella, que seria a principal). Comprei este para ler no avião, por falta de opção no kiosque do aeroporto de San Juan, e acabei me surpreendendo.

A Hospedeira segue Wanderer, a alienígena hospedada no corpo de Melanie Stryder, em sua incursão pelo mundo humano, pela mente humana. O livro lembra muito os filmes no estilo "Invasores de Corpo", ficções científicas onde alienígenas tomam a humanidade invadindo seus corpos, numa invasão silenciosa e praticamente imperceptível para o Homem. Diferentemente dos filmes, no entanto, desta vez o leitor acompanha o alienígena, o que pra mim foi bastante original, e claro, sendo Stephanie Meyer a história é muito mais um romance (leia-se obra de ficção generalizada, não água com açúcar simplesmente) que um livro de ficção científica clássico. A leitura flui fácil, e logo fiquei presa e sem conseguir baixar o livro. Meu irmão o está lendo agora e também está seguindo o mesmo caminho do sentir a necessidade de ler. Valeu a pena conhecer Stephenie além de Edward Cullen.

No Brasil a tradução sai em Outubro. A Saraiva já tem o pré-lançamento, reserve AQUI.


3) Jogos Patrióticos - Tom Clancy



Todos devem se lembrar do filme baseado neste livro, de mesmo nome estrelando Harrison Ford no papel de Jack Ryan, personagem constante nos romances de Tom Clancy, que ganhou várias adaptações no cinema. Este é o primeiro livro onde o personagem principal é Jack Ryan, professor de história em uma Faculdade Militar, que passa a fazer parte da CIA, combatendo o terrorismo. Tom Clancy é fantástico como autor de livros mostrando conflitos políticos e o mundo das operações especias, e o faz de maneira que prende o leitor à história. Pra quem gostou dos filmes, vale a pena conhecer a obra, pois há diferenças e muito mais detalhes, é claro. Para comprá-lo, qualquer livraria deve ter os livros do Tom Clancy em estoque.
Agora estou lendo Dewey, de Vicky Myron e na lista está Love, de Stephen King. Comento quando terminar.

Reunião Familiar



Após quase 3 anos este Agosto conseguimos reunir a família (adendos incluídos). Eu e Luis viemos de PR passar algumas semanas na fazenda, primeira viagem de Luis à Rondônia. Gustavo veio de Terê com Bia e Uddhava, e durante uma semana estivemos todos juntos. Casa cheia, meus pais visivelmente satisfeitos em ver seus filhos juntos.

E a aproximação é mais exacerbada pelo fato de aqui, não termos o espaço que tínhamos em Terê, onde muitas vezes nem sabíamos quem estava em casa. Aqui, a casa é menor, mais aconchegante, e a gente fica é próximo mesmo, durante à noite dava pra escutar a cacofonia de Gustavo, Guilherme, Luis e papai, competindo pelo ronco mais sonoro.

O café da manhã também é bem diferente do meu costumeiro pseudo-café, em pé, na cozinha, ou passeando pela casa enquanto alimento os gatos, ou acordo o Luis (ou tento). Aqui me lembrou muito meus tempos em Terê, batendo o papo não terminado do dia anterior, e antecipando assuntos do dia.


Os dias passados na fazenda foram ótimos, vendo o fascínio que tudo fazia no Luis, até o que pra gente é lugar comum, o ruído de cada pato, galinha, angolinha, peru, ganso ou marreco. O carneiro Jamelão, criado pela mamãe na mamadeira, e que gosta de visitar a cozinha na hora do almoço, para ganhar uma banana, ou um pedaço de côco. Nestes dias de visita ele se fartou, pois todos queriam a oportunidade de alimentá-lo. Melhor para ele.



Luis gostou também de ver o vaqueiro em ação, carimbando bezerros no curral, apesar da pena que sentiu no começo, mas logo se animou e queria ajudar também. A farra me rendeu um pé roxo quando levei umas pisadas de um bezerrinhos mais agitados (bezerrinhos de um mês, afinal, pesam cerca de 50 kg).

A única coisa que ele ficou bem de longe foi quando fomos escolher o carneiro que viraria churrasco no aniversário do Gustavo, aí ele não quis nem ver como limpar, mesmo depois do bichinho já ter sido abatido. Hipócrita, ele assim mesmo gostou do churrasco! Se bem que eu também não olho matar por nada, mas não ligo de ver limpar, e nem de comer.

Não só os animais foram novidade e diversão pra ele, mas a mata, o pasto, os açudes, o jeito manso de passar o dia, e as noites limpas, lindas, sem intervenção das luzes da cidade. É, meu marido é muito mais urbano que eu, mas gostei muito de sua apreciação pela fazenda.
Um dos pontos altos da reunião familiar foi a caminhada que fizemos para levar Bia , Luis e Uddhava para conhecer o Igarapé das Pedras, buscando nos refrescar num dia muito quente. Ponto alto porque a água estava uma delícia, e o porque o lugar é mesmo lindo, escondido no meio da mata. Mas caímos na pela da Bia, que sentiu verdadeiro pavor em andar pela mata fechada, enquanto Guilherme ia abrindo a picada com o facão. Descobri que sua fobia de aranhas é assunto sério. Heheheheheh


Eu fiquei feliz em perceber que ainda sei movimentar-me pelas pedras do igarapé sem problemas, minha infância não foi esquecida pelos anos de vício na internet. Ainda assim os Schwartz, acostumados com o contato com esse tipo de riacho, pegaram leve com os marujos de primeira viagem, mas que seguramos um risos, ah isso sim!

Agora todos já foram, e eu fico aqui mais uns 20 dias, para matar bem a saudade, enquanto minha metade volta pra PR, pra cuidar do nosso cantinho e de nossos filhos felinos, Juanqui e Sushi.

Durante a semana o tempo virou, trazendo vento forte e chuva, deu até pra dormir de edredon, pela primeira vez pra mim em 3 anos. O bom é que depois dessa chuva, os verdes vão ficar ainda mais verdes. A fazenda, ainda mais bonita.

sábado, 5 de setembro de 2009

O Dia em que a Terra Parou


Pela lentidão e mesmice do filme, dá pra acreditar que o título é mesmo iminente. O enredo simplista e sem desfecho satisfatório se torna ainda mais apático na interpretação de Keanu Reeves, que vive o alienígena Klaatu, que vem à Terra para exterminar a raça humana antes que ela destrua as outras formas de vida terrestres, onde encontra uma humana que tenta convencê-lo de que o Homem pode mudar. A mensagem ecológica é clara e direta mas tão propagada que não dá nenhum motivo para reflexão.



Não recomendo, nem pelos efeitos especias que, aliás, são fraquíssimos.

A Troca (Changeling)


Finalmente tive a oportunidade de ver "A Troca", filme com Angelina Jolie, Guy Pearce e John Malcovich, que conta a história, baseada em fatos reais, de uma mãe na década de 20 em Los Angeles, que tem o filho sequestrado e enfrenta a ineficácia da polícia, que lhe devolve uma criança que não é seu filho e a trata como se fosse louca para esconder sua própria inaptidão e acobertar seus líderes corruptos, mais preocupada com a mídia que com a resolução de crimes.


O filme retrata a luta dela em descobrir o paradeiro de seu filho, ao mesmo tempo em que expõe a polícia, enquanto a trama que envolve seu filho é desvendada, em momentos de verdadeira tensão psicológica no desenrolar majoritariamente lento da história.


É, realmente, um filme pesado que incomoda e que, pelo menos para mim, prova de que em 90 anos algumas coisas não mudaram tanto assim, infelizmente.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Team Medical Dragon



Às vezes eu acho sem querer algo que me fascina. Um livro pouco falado, um filme independente, uma música que não faz parte da lista Billboard, etc. Desta vez achei sem querer Team Medical Dragon, um mangá bem diferente dos costumeiros Shoujos e Shounens. A série foi transformada em dorama em 2006.

O mangá segue a história de um grupo de médicos em um Hospital Universitário japonês, que formam um time de pesquisa para o aperfeiçoamento da técnica de cirurgia cardíaca Batista (criada por um brasileiro por sinal). Vale notar que esse procedimento não é mais utilizado por ser complicado, com baixa taxa de sucesso, e ter efeitos relativamente pequenos. Hoje se otpa direto para o transplante.

As histórias giram em torno da criação da equipe e das qualidades e defeitos de cada membro desta, centrando-se no cirurgião principal, Asada Ryutaro, um gênio da cirurgia cardíaca.



O maior trunfo do mangá é a crítica clara ao sistema de saúde japonês (e pelo mundo), do tratamento inumano dado aos pacientes às políticas internas dos hospitais. Cada capítulo é centrado em algum ponto deste tipo, como por exemplo inventar uma desculpa pra se re-operar um paciente sem lhe dizer que uma agulha de sutura foi perdida no paciente ou um médico se recusando a aceitar um paciente estrangeiro (na emergência) pois não sendo japonês provavelmente não teria seguro pra arcar as custas do atendimento.

Outro ponto que me atraiu é o traço de Taro Nogizaka, que fez as ilustrações do mangá. Gostei muito do estilo que talvez fuja um pouco do que leio normalmente. A atenção aos detalhes é brilhante, tudo tem vida.

Sinceramente, recomendaria este mangá até pros que não apreciam muito os desenhos japoneses, é quase como um ER oriental, mas ainda melhor, muito melhor.

Confiram em inglês, aqui.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu vou pra Maracangaia ... eu vou.

Estou indo pro Brasil!

Após um ano e quase meio fora do meu país maravilhoso, estarei de volta por quase 2 meses, visitando minha família na fazenda. E desta vez levarei meu Sr. Esposo. A excitação da viagem de volta "ao lar" é aumentada por esse fato. Luis ainda não conhece a fazenda, e estou antecipando as reações dele às coisas que pra mim fizeram parte de minha criação.

Cheiro de terra molhada, cheiro do pasto, os ruídos das galinhas e patos de manhã, a calma que é ver o açude no final da tarde, a contradição que é a rotina ativa e ocupada da fazenda, mas que parece passar arrastada e mansa. Uma delícia, que não vejo a hora de dividir com ele, e ver se ele conseguirá apreciar como minha família aprecia. A cidade encontra o campo. Fugere Urbem.

De qualquer forma, tentarei seguir blogando de lá nos dias em que estiver na cidade, mas estarei mais ausente curtindo meus pais e irmãos, matando saudade até ...

sábado, 25 de julho de 2009

Quatro Coisas sobre Mim

Achei num blog essa listinha pra passar o tempo e dividir besterinhas sobre mim.

A) Quatro "empregos" que tive na vida:

1. Estagiária de Escritório de Advocacia.
2. Gerência/Venda de Roupa Branca (furada).
3. Professora de Inglês do Fisk.
4. Atendente de Serviço ao Cliente (único cujo salário era de verdade e até bonzinho).

B) Quatro filmes que posso ver de novo e de novo ...

1. Dez Coisas que Odeio em Você.
2. Diário de uma Paixão (The Notebook).
3. Meu Primeiro Amor.
4. Um Sonho de Liberdade.

C) Quatro lugares em que morei:

1. Teresópolis, RJ, Brasil
2. Ariquemes, RO, Brasil
3. Mesa, Arizona, EUA
4. Toa Baja, Porto Rico

D) Quatro séries de TV que adoro:

1. LOST
2. House
3. Dexter
4. Top Chef

E) Quatro lugares onde fui de férias:

1. Angra dos Reis, RJ
2. Barra de São Miguel, AL
3. Pantanal, MT
4. Brasília, DF

F) Quatro sites que frequento diariamente:

1. www.visajourney.com
2. www.questionablecontent.com
3. www.onemanga.com
4. www.oglobo.globo.com

G) Quatro de minhas comidas prediletas:

1. Sushi.
2. Camarão.
3. Pasta.
4. Frango com Farofa.

H) Quatro lugares em que gostaria de estar agora:

1. Na Fazenda dos meus pais.
2. Com meus amigos em Terê.
3. SPA.
4. Viajando pela Europa.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Harry Potter and the Half Blood Prince


Parte 6 da série Harry Potter, que é parte de minha vida desde 2000 quando li o primeiro livro, "Harry Potter and the Half Blood Prince" é o filme baseado, em minha opinião, no segundo livro mais fraco da saga (perde somente pra Câmara Secreta).

Antes de fazer qualquer crítica tenho que avisar que apesar de amar os livros (até mesmo os mais fracos), sempre achei que os filmes deixam muito a desejar, cortam coisas importantes, e esbarram somente na superfície desta brilhante série (mesmo que não seja um obra prima de literatura), responsável até mesmo pelo meu casamento.

O motivo pro livro 6 estar entre os dois únicos que encontrei vários defeitos é o fato de parecer nada mais que um enchimento pra história, um preparativo pro gran finale. A verdade é que os acontecimentos do livro 6 poderiam se resumir a uns poucos capítulos espalhados pelos outros livros. A importância deste livro está em estabelecer a existência de Horcruxes, e explicar que Voldemort é imortal por conta deles, e deixar claro a Harry de que é imperativo destruí-los.

E claro, o livro também é o desmoronar da última barreira entre Voldemort e Harry, Dumbledore, e impulsionador da grande revelação (feita no último volume) à respeito de Snape, um dos personagens mais misteriosos de toda a série. O resto é somente revelando interesses românticos entre o trio protagonista da saga.

Nas telas, o que o filme 6 fez foi exarcebar as partes menos importantes pra história, transformar as partes importantes em frívolas, e deturpar mais cenas, pra decepção dos fãs. Partes iguais ao livro? Ah sim, algumas estão lá, as partes tediosas e irritantes do livro foram transferidas pras telas com a fidelidade de quem toma Veritaserum.



Como fã, tive que tentar achar pelo menos algum ponto alto, e se encontrei algum, está no fato de Rony ser, bem, o Rony. Sua caracterização continua fiel àquilo que me acostumei a ver nos livros, mostrando uma vez mais que Rupert Grint é o integrante do trio (Harry, Mione, Ron) mais bem representado no filme.

E claro, um dos trunfos em toda a série é a participação ótima de grandes atores britânicos, como Alan Rickman (sempre impecável como Snape), Maggie Smith (Mcgonnagal) e o convidado da vez, Jim Broadbent (fazendo um Slughorn melhor do que eu poderia imaginar).

Pra quem não acompanha os livros ou os filmes, e não é particularmente fã, ignorem o tamanho da bilheteria e escolham outro filme pra ver. Pra pessoas como eu, bem, assistam e depois cheguem em casa e releiam as partes prediletas do livro, pra esquecer e recobrar sua fé em J.K. Rowling.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Transformers: Revenge of the Fallen




Quando fui ao cinema ver o primeiro filme, saí sentindo que há muito tempo não tinha tido uma experiência tão agradável no cinema. Era o perfeito filme de ação pra me manter entertida por 2 horas, vendo robôs gigantes, o humor do Shia Lebouf, explosões e efeitos especiais de primeira. Era exatamente o que eu esperava de um filme sobre os Transformers, cujo desenho agradava tanto as crianças nos anos 80.

Semana passada fui ver a sequência e fiquei super decepcionada. A ação agora ficou exagerada, os robôs mais impressionantes perderam espaço pra robôs "comic relief", o personagem do Shia Lebouf se perdeu completamente e seu relacionamento com a namorada virou um saco de se ver. As explosões estão lá, os efeitos especiais também, mas o charme que acompanhava o primeiro não. A história está fraca, diálogos piores ainda. Péssimo.

Definitivamente não gostei. Não recomendo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Hajime no Ippo



Nunca fui do tipo de buscar lição de moral em filmes, livros, contos, etc. Eu os via, mas nunca fiquei matutando sobre o que estava sendo passado, internalizando o significado do que estava lendo ou vendo. Podia até discutir a moral da história, entendê-la, mas não como um sentimento aprofundado. Até que comecei a ler Hajime no Ippo. É um shounen, e sobre boxing, o que afastaria muitas meninas de tentar conhecê-lo.

Ippo Makunouchi é o protagonista desta série, que nos leva ao mundo do boxing profissional. Ippo é um garoto tímido que é perseguido a apanha de garotos mais velhos, até que conhece Takamura Mamoru, um boxeador profissional que desperta nele o interesse pelo esporte. E claro, se descobre que Ippo na verdade tem talento pra boxing e ele acaba gostando muito e virando profissional.

A história passa então a seguir sua carreira e dos outros membros do ginásio em que treina, mostrando não só a parte técnica do esporte, mas acima de tudo, sendo uma inspiração para a idéia de que com esforço, dedicação e persistência se consegue muita coisa na vida, e que todas as recompensas não vêm de graça. Por este motivo, se não porque é realmente um mangá divertido, gostoso mesmo de ler, recomendo Hajime no Ippo.

Para conferir, em inglês, aqui!

domingo, 14 de junho de 2009

Taken




Se você é o Liam Neeson, é um ex-agente secreto do governo americano, e sua filha de 17 anos é sequestrada em Paris, o que você faz? Vira um anti-herói ruim até o osso e vai atrás dela. É isso que acontece em Taken, filme de ação que coloca mais uma vez um anti-herói no papel principal.

Desta vez o anti-herói é direto ao ponto e mais anti que herói, o que leva a cenas de ação com gosto de novo, prendendo a atenção e fugindo dos clichês mais óbvios. Curti a ação do filme, mas pra isso tive que ignorar a base pra história, que achei no mínimo, inverossímel e fraquíssima. Liam Neeson faz o papel de um agente secreto aposentado, cujo trabalho o levou ao divórcio e distanciamento de sua filha. No verão de seu 17o aniversário, ela vai pra Paris (muito contra a vontade do pai distante) com uma amiga e durante uma ligação pro pai paranóico e superprotetor percebe que homens invadiram o apartamento e estão levando a amiga e estão vindo atrás dela.

Seguindo pistas dadas no desespero pela filha, o super pai vai pra Paris para resgatar sua filha (sem envolvimento policial) no maior estilo justiceiro. Daí pra frente é sentar e curtir mesmo a ação.

O fraco da história é a idéia de que qualquer jovem chegando na Europa vai ser sequestrada e vendida pra redes de prostituição e que por isso nunca viaje pra Paris. Isso pelo menos é o que qualquer pai alarmista iria pensar após ver esse filme.

Ainda assim vale pra quem gosta do gênero. Luis curtiu muito, e eu curti bastante.

domingo, 31 de maio de 2009

Michael Jackson

Quase ninguém fala muito sobre Michael Jackson nos dias de hoje, após tantos escândalos em torno de sua vida privada, no mínimo, exótica, e por viver em reclusão, acredito que o preconceito agora é tamanho que gerações bem jovens não sabem o que Michael Jackson foi. A transformação de um adorável menino negro com um talento incrível, a esse Michael desfigurado, quase inumano é às vezes incompreensível.

Mas igualmente impossível é relembrá-lo em sua infância até seu auge e não se impressionar. Pra quem não viveu sua época de Rei do Pop, deve ser difícil imaginar como ele pode ser considerado assim, mas basta um passeio pelo You Tube e por sua carreira, pra saber porque, ele foi (e para muitos ainda é) considerado o maior artista pop até hoje.

Estava vendo esses dias um programa que se chama "America's Best Dance Crew", que segue a linha do famoso American Idol, mas neste caso é pra grupos de street dance. Em praticamente todas as coreografias, dá pra se ver algo que foi popularizado por ele.

Será que algum dia vamos esquecer da voz incrível de criança no Jackson 5? Que ele fez do vídeo clip o que é hoje? Dos passos de dança únicos? Me pergunto se no futuro só lembraremos que ele virou branco e ficou parecendo um macaco albino, que era pedófilo e andava de máscara na rua.

Eu gosto de lembrar ele no auge, e nunca canso de ver o show que era quando ele dançava, e que gracinha era ouvir ele cantando "Ben" ou "I'll be there". E quem pode esquecer de "Thriller", "Billie Jean", "Beat it", "Smooth Criminal", etc? Muita coisa boa!

Convido a quem quiser fazer o mesmo, entretenimento garantido, que é o que ele fazia nos anos 80-90 (e antes no Jackson 5 em 60-70).

1 - Vídeo da performance de Dangerous em uma de suas turnês.



2 - Billie Jean em 1983 no especial da Motown. Primeira vez que Michael faz o Moonwalk.



3 - Vídeo fantástico do Jackson 5 mostrando o estilo de dança "locking".

quarta-feira, 27 de maio de 2009

House of Night: Betrayed



Bom, hoje mesmo já tinha falado do primeiro livro desta série, que é claramente uma cópia de vários best sellers, entre os mais óbvios Harry Potter, Brumas de Avalon e um toque de Twilight.

A sequência acompanha Zoey, uma adolescente que é marcada para se tornar uma vampira, e vai estudar num internato pra vampiros. Seguindo o estilo Harry Potter, Zoey é especial e como seu antecessor bruxinho se mete em encrencas e resolve casos/situações que os vampiros experientes não podem. E como Morgana (personagem tão adorado por fãs) é uma sacerdotisa nata e poderosa, única.

Nem vou entrar em muitos detalhes do enredo deste volume, exceto que simplemente continua exatamente de onde o último parou, e segue nos apresentando os conflitos dos personagens e nos apresentando aos mistérios do mundo vampiro (extremamente religioso e pagão).

Já comentei sobre as críticas que tenho à série em geral, e já comentei do porque planejo continuar lendo a história: pra quem já e fã desses modernos vampiros, de Harry Potter, e da maravilhosa Marion Zimmer Bradley e não tem nada pra fazer, o que me custa? Pelo menos as partes toscas me rendem boas gargalhadas.

Mas ainda assim sou forçada a reclamar de um detalhe. Como a Lili do blog "Um Livro no chá das cinco" havia dito no comentário deixado aqui mesmo no blog, parte de a gente ter achado o livro mal escrito se rendia ao fato de termos lido uma tradução em português do original. Mas me chamou atenção o fato de ser comentado que as autoras são mãe e filha, e que a filha deu o tom jovem e atual aos livros.

E aí está pra mim o pior aspecto dos livros. Este segundo volume eu li no original (o livro é americano) e aí sim as falhas na escrita se tornam gritantes. É como estar vendo aqueles filmes de sessão da tarde que se passam no Segundo Grau, onde todos os personagens são superficiais, só falam em gírias idiotas, e tem o cérebro do tamanho de uma ervilha. Querer fazer o livro acessível ao público de meninas adolescente é uma coisa, transformar o livro em bilhetes passados entre meninas frenéticas pra ter um namorado durante a aula é outra. E foi isso que me rendeu gargalhas e suspiros frustratos com os absurdos.

O livro é escrito como se narrado sem alterações por uma patricinha, que no livro claro seria simplesmente uma pat, assim como os vampiros são todos vamps, e a mocinha do livro tem medo que todos na escola sejam emo. Em um dos momentos cruciais da história, de perigo, urgência e monstros querendo matar a mocinha, ela para pra comentar com o namorado coisas completamente inúteis como o fato de ele ter usado uma palavra difícil, ou comentar que o monstro não entende nada de moda. Isso aliado ao uso interminável de atores e atrizes famosos reais, como base pra se comparar quem é in e quem é out, e inclusive afirmar que este ou aquele famoso é na verdade um vampiro também, é alarmantemente estúpido.

Pode ser um dos casos em que o livro é tão ruim, mas tão ruim, que chega é bom. Pelo menos para me fazer rir da tosqueira.




terça-feira, 26 de maio de 2009

House of Night: Marked



Recomendado pelo Blog Um Livro no Chá das Cinco, "Marcada" é o primeiro volume da série House of Night (que terá 9 volumes, 5 escritos até agora). Escrito em 2007 por P.C. Cast e Kristin Cast, já em meio ao novo furor de livros (pra jovens de 15-20 anos) sobre vampiros, "Marcada" tenta ser original, mas o leitor não consegue deixar de reparar nas inúmeras inspirações usadas.

Zoey é uma menina de 16 anos que recebe a marca que a torna uma vampira. A marca, por sinal, não é uma mordida no pescoço, e sim uma tatuagem especial (pra quem conhece, sim, é a mesma marcada que recebem as sacerdotisas de Avalon). O livro retrata um mundo presente onde o vampirismo é conhecido, mas temido pelo humanos e uma pessoa marcada automaticamente é vista como uma aberração. A tentativa de originalidade está no fato de que ao receber a marca, o humano começa a passar por uma transformação, que leva alguns anos, ao final do que ele ou vira vampiro, ou morre. Durante este período de mudança os adolescentes marcados frequentam uma escola de vampiros, onde aprendem sobre a sociedade a qual agora pertencem, e como aceitar e se preparar para a mudança.

Como Stephenie Meyer fez em Crepúsculo, jogue no lixo todo pré-conhecimento sobre vampiros, pois os vampiros de "Marcada" são criaturas que adoram a uma Deusa Pagã (Deusa dos vampiros), fazem cultos religiosos dignos de Avalon, respeitam os gatos (como na cultura egípcia), tem poderes especiais (ou não), etc.

As inspirações em outros livros é claramente visível em vários pontos, e pra quem leu não vai deixar de reconhecer Harry Potter, Twilight, Brumas de Avalon, livros chick-lit, entre outros. Na minha opinião, o livro é super mal escrito (mais até que o Morto ao Anoitecer), e em algumas passagens a cópia óbvia de idéias de outros autores me incomodou, mas assim mesmo o livro me prendeu o suficiente pra eu o ler de uma sentada (é um livro pequeno, 320 páginas na versão em inglês), talvez somente porque, afinal, eu sou fã de Harry Potter, Twilight, Brumas de Avalon e livros Chick-lit.

Nota: Ao tentar ler os outros livros da série nem as semelhanças com estilos que gosto foram suficientes para vencer a pobreza da escrita e falta de originalidade da narrativa, e de como os personagens são mal desenvolvidos.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Rachel Getting Married



Apesar do nome, o filme é sobre Kym, que sai do centro de reabilitação para estar presente no casamento da irmã. Sua presença causa conflitos emocionais em todos da família. E isso basicamente resume o filme inteiro, que se desenrola sem muita regra.

Mesmo com todos os elogios recebidos pela crítica, eu ouso dizer que se não fosse pela performance maravilhosa de Anne Hathaway (merecida indicação ao Oscar de Melhor Atriz) o filme seria um grande erro. Ela marca presença até mesmo nas cenas em que é apresentada em segundo ou terceiro plano. Foi muito interessante vê-la ir de "Diário de Princesa" e"Encantada", graduando-se em "O Diabo veste Prada" e finalmente sair totalmente de sua pele neste papel, em que o personagem é, no mínimo, odioso.

Algo muito curioso neste filme está na forma em que é apresentado, como dito antes, sem muita regra. O pano de fundo pra Kym e Rachel são os dias passados antes do casamento, com a família do noivo e da noiva reunidos, e mais vários amigos ajudando na organização, já que o casamento será no jardim. A história segue pelo jantar de ensaio pré casamento, e culmina com o casamento em si. No meio de tudo isso a impressão que tive é de que cada um leu sobre seu personagem e então o diretor os soltou no cenário, sem script, sem falas ensaiadas, basicamente sem direção. Em algums momentos tive a ligeira impressão de estar vendo um vídeo caseiro daquela família, quase uma intrusa.

Fora essa maneira peculiar de filmagem, o mais chamativo em todo o filme é permeado de constrastes culturais, que são completamente ignorados pelos personagens. Como assim? Bom, a família da noiva é judia, a família do noivo é jamaicana. O noivo é músico, e seus amigos são músicos, cada um de um estilo musical diferente, então praticamente durante todo o filme alguém está cantando ou tocando um instrumento. O tema do casamento é a Índia, a noiva e madrinhas usando sari. A marcha nupcial é tocada em estilo rock. E não sei nem como até samba com direito a mulatas com plumas na cabeça e bíquinis brilhantes fazem parte dessa salada. Vários outros ritmos, culturas, etc são mostrados em vários momentos mas já esqueci pois é visualmente complicado lembrar de tudo.

Enfim, aplaudo Anne Hathaway e desligo meu DVD com o seguinte comentário: filme esquisito.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Kuroshitsuji



Passado na Era Vitoriana em Londres, Kuroshitsuji é um anime inusitado que segue a história de Ciel Phantomhive, um nobre herdeiro de imensa fortuna, e seu mordomo, Sebastian Michaelis. E qualquer base na vida real termina aí. Ao perder seus pais num incêndio, aos 12 anos Ciel troca sua alma pela servitude de Sebastian, um demônio. Pelo contrato, Sebastian deve seguir todas as ordens de Ciel, executando qualquer tarefa que lhe cabe, com perfeição. Ciel é um servente da Rainha Vitória, e faz investigações de casos incomuns.

O anime chama atenção de cara pela atenção aos detalhes, (figurino, gestos, localidades, expressões, etc) e apesar do tema gótico e sobrenatural as cores são lindas, e as histórias de terror e suspense se desenvolvem com uma inegável beleza. Apesar de sério, a relação entre Ciel, Sebastian, e os demais empregados da mansão tem um tom de comédia (humor negro) que acrescenta ao charme da série, em meio a fantasmas, demônios e assassinos.


O trunfo maior está, claro, em Sebastian, que apesar de ser um demônio que usa seus talentos nas investigações também é um mordomo impecável, salvando Ciel do inimigo ao lidar sozinho com vários vilões e ainda assim servindo o jantar na hora certa, sem atrasos. Sempre presente quando chamado, e sem perder a compostura, ele é a alma de Kuroshitsuji, o que dá de uma certa maneira uma leveza a série, apesar de Ciel ser tão apático, obscuro e sério quanto seu mordomo.

Cada episódio segue um caso diferente mas aos poucos vamos aprendendo sobre o verdadeiro significado do contrato entre os dois, e a motivação de Sebastian, cuja história é um mistério. Também vi comentários de algumas pessoas falando que os personagens são meio gays na história. Eu não os vi assim, já que se tratando de pessoas da nobreza do século passado eles são sim, afetados em seu porte e vestimenta, e além disso, muitos dos personagens são um tanto quanto assexuados já que são demônios ou anjos.

O anime tem 24 episódios, e o mangá ainda está sendo escrito, então ainda não sei que final o mangá terá, mas com certeza fiquei muito satisfeita com o final do anime, é aquilo que eu esperava que fosse acontecer. Vou ler o mangá pra ver que diferenças ele tem em relação ao anime, pois ouvi dizer que este também é super caprichado.

Dentro de sua própria categoria, este anime não é comédia, nem romance, nem de ação, e talvez nem mesmo de terror, e talvez seu passo não seja pra todos os gostos, mas com certeza recomendo por ser original e belo. Um dos melhores que já vi nos últimos tempos.


segunda-feira, 18 de maio de 2009

Skip Beat - Parte 1




Skip Beat, de Yoshiki Nakamura, é um mangá/anime que conta a história de Kyouko, uma adolescente que larga a escola pra seguir seu melhor amigo e primeiro amor Sho Fuwa para Tokyo, onde ele quer ser tornar um artista famoso. No entanto, quando ele começa a alcançar seu objetivo Kyouko descobre que ele não se importa com ela de verdade, e só a usou como assistente/empregada dele. Tomada por fúria, Kyouko resolve se vingar de Sho, entrando pra indústria ela mesmo, determinada a ser mais famosa que ele. Ela começa por baixo mas sendo uma novata na agência onde o ator mais famoso do momento trabalha, Tsuruga é a sensação do Japão, e Sho o considera seu inimigo, já que Tsuraga tem a maior base de fãs.

A idéia é original, e especialmente, o personagem principal é original. Kyouko é provavelmente uma das melhores heroínas que eu já vi em mangás/animes. Ela é mais forte, com mais atitude e personalidade do que costumo ler/ver, e por isso é muito fácil gostar dela e torcer por ela, entrar na pele dela mesmo. Ao mesmo tempo, ela também é cheia de defeitos, aliás, algo notável nesta série é o fato de todos os personagens serem muito bem desevolvidos, em toda sua complexidade. Como a história é centrada no mundo de atores, é muito interessante o detalhe dado a diferenciação entre os "eu-verdadeiro" dos personagens, e os papéis que estão interpretando, mostrando as nuances emocionais de cada um, de maneira muito atraente.

Comecei a ler o mangá, mas já no terceiro volume descobri que há o anime (primeira temporada) então resolvi assistir o anime, já que sendo uma história com muita atuação, ver os detalhes das expressões em cores e movimento me pareceu muito mais atrativo. Realmente, o anime é muito bem feito, tanto nas partes cômicas (que são muitas) e caricatas quanto nas partes sérias (gostei muito do gráfico do anime, os olhos são muito vivos). A primeira temporada do anime termina num momento péssimo, então obviamente voltei direto pro mangá, que apesar de não terminado está bem mais pra frente. A história é muito envolvente, é um mangá/anime pra não se colocar defeito (o último que li assim foi Hana Yori Dango).

Altamente recomendável!



sábado, 16 de maio de 2009

Angels&Demons




Como todo fã dos livros de Dan Brown, tive que ir assistir o Anjos&Demônios, mesmo já conhecendo a história, pela vontade enorme de ver na tela aquilo que me atraiu tanto no livro. Acima de tudo, Ron Howard tinha acertado em cheio com o Código de Davinci, que mudanças a parte, ficou super fiel ao livro e ao contexto, e Tom Hanks convenceu como Robert Langdon.

Admito que cheguei ao cinema esperando bastante, estava esperando o mesmo grau de excitação que senti quando vi "O Código". Saí decepcionadíssima.

As impressões que tive ao ver esta sequência (que no livro na verdade é passado antes de "O Código) foram que jogaram o livro no lixo e tentaram fazer de memória, além das alterações necessárias pra funcionar no cinema. Em várias partes Luis e eu nos perguntamos porque mudaram isto ou aquilo se funcionaria bem no cinema, às vezes até melhor? Eles não pularam partes pra condensar a história, eles não alteraram partes simplesmente porque ficaria muito difícil explicar, eles simplesmente detonaram com o enredo. As motivações estão incompletas, personagens que não existem no livro tomam dimensões de importância, personagens importantes no livro simplesmente não existem, o passar do filme é "enrolado", como se estivéssemos vendo em slides, não um filme, as cenas mais esperadas (o desvendar das pistas). Não senti o mistério, a idéia de elevação ao vermos as pistas. Foi pobre.

Sinceramente, pra quem leu o livro não faz falta, pra quem não leu pode ser uma experiência um pouco melhor, mas ainda assim não é filme bom.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Melodrama TAM - Parte 3


Depois de tudo confirmado por telefone 2 vezes, hoje finalmente consegui receber por e-mail meu itinerário e confirmação de bilhete e reserva. Pra minha supresa (eu devia saber), o trecho de San Juan à São Paulo no meu itinerário estava desaparecido!

Neste ponto só tenho a dizer que nunca antes tive qualquer experiência com a TAM tão problemática, isso tudo é erro humano ou o sistema deles está drogado?!?! Primeiro meu trecho dentro do Brasil é apagado por erro da atendente, e agora meu trecho internacional bateu as botas! Caramba!

Bom, o atendente me deixou esperando vários minutos mas voltou ao telefone falando que estava tudo bem, que havia sido um erro do sistema da United Airlines pra confirmar meu vôo internacional. Ai meu Deus, que zona!

Agora me garantiram que amanhã chega meu e-ticket com tudo corrigido. Já sei que daqui até Agosto vou ficar pensando que vou chegar no aeroporto e descobrir que não estou na lista de passageiros ...

Nessas horas o que me deixa mais triste é saber (por ter trabalhado em call center assim) que qualquer reclamação, indignação, conversas com supervisores, etc entram por um ouvido e saem pelo outro, e que no máximo vira piada entre os atendentes.

Aliás, cuidado ao pedir pra falar com o supervisor achando que está escalando o problema pra alguém mais competente ou que ele tem mais poderes pra resolver. Apesar de que sim eles têm mais autoridade na maioria das vezes os supervisores detestam ter que falar com cliente, e muitas vezes eles só pedem para os atendentes passarem a ligação pra outro atendente e que o atendente só confirme a resolução (ou explicação pra falta dela) que o primeiro atendente deu, sendo que o cliente acaba aceitando porque, afinal das contas, veio do "superior".

Resumão dos meus mangás recentes

Nos últimos meses passei por um revival no interesse de ler mangás. Nunca deixei de gostar mas tenho realmente lido de novo, principalmente com a facilidade de se encontrar traduções e scans online, sem nem ter que baixar nada de formas excusas.

Dos mangás que li nesses últimos meses posso destacar os que achei mais envolventes, divertidos, ou tão toscos que tive que ler (entre risos e gargalhadas). Hoje só falarei de alguns no estilo shoujo/josei.


















Anatólia (Red River)- é o primeiro mangá que li que se passa na Turquia e Egito Antigo, sendo assim um mangá, épico. A história é de amor, mas tem bastante pano de fundo pra tramas políticas, conspirações dentro da família faraônica e do império hitita, etc. Toda a parte de guerra e política tornam este mangá muito mais interessante que uma simples história de amor, com personagens que são fortes e marcam presença. Recomendo!























Hana Yori Dango - nunca tinha lido este que é um dos grandes mangás já escritos, e que conta a história de uma menina de classe média que estuda em uma escola elite, cheia de ricos superfeciais e preconceituosos, onde ela conhece um grupo de garotos que são a nata da escola, e que têm por passatempo aprontar com os estudantes mais desafortunados. De todas as heroínas dos mangás e animes que já vi, esta é uma das minhas favoritas, por ser menos desmiolada e inocente que a maioria. É uma leitura leve e sim, é de romance em escola, mas é irresistível e gostoso de se ler. Tudo que se espera de um mangá shoujo se encontra aqui. Recomendo!


Outros mangás que li e gostei foram Hot Gimmick (menina é chantageada a virar "escrava" de seu vizinho, que a coloca em situações inusitadas), Boku ni natta Watashi (menina é mandada pra escola elite só de homens pra tomar o lugar do irmão gêmeo que fugiu, onde é obrigada a fingir ser seu irmão), Zettai Kareshi (menina não popular compra um namorado andróide pra poder se sentir mais dentro da turma, mais adolescente, mais popular).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Algumas ligações extras depois ...


Seguindo o drama TAM de ontem hoje liguei provavelmente 5 vezes pra TAM. A primeira porque não haviam retornado minha ligação como prometido, e claro, também não haviam "consertado" minha reserva. Ao menos hoje em uns 30 minutos me confirmaram minha reserva e eu podia mandar os formulários por fax.

Lá fui eu pra loja passar os fax. Após várias tentativas frustradas liguei pra TAM e me deram outro número, que também não funcionou. Liguei novamente e me deram outro número, também sem sucesso. Liguei uma terceira vez e me deram o número da loja central que recebe o fax. Ninguém atendia. Liguei uma quinta vez e aí me deram um terceiro número de fax, que uma vez mais não funcionou.

Já frustrada tentei novamente o primeiro número, que no final das contas é o mais adequado, e finalmente na segunda tentativa consegui sinal de fax e mandei os benditos formulários. Aleluia irmãos!

Acabei de ligar pra TAM e confirmaram o recebimento e que devo receber e-mail com os E-tickets talvez ainda hoje, do contrário na Segunda-Feira. Agora é aguardar e esperar que todos os vôos estejam corretos, datas, nomes, etc. Caso positivo, Wooooooooooo! Estou indo pro Brasil!

EDIT: Luis perguntou se é seguro voar TAM uma vez que eles nem conseguem fazer um Fax funcionar, acho que ele ficou apreensivo quando eu disse que vamos fazer conexão em São Paulo, e ele ainda não esqueceu o que aconteceu em Congonhas (nós vamos pra Guarulhos na verdade).

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Atendimento ao Cliente TAM (Miami)


(Warning: Entrada longa e indignada)

Pra quem não sabe eu moro em Porto Rico com meu marido (que é daqui). Meus pais moram em Rondônia (Brasil). Meu pai sempre tem muita milhagem sobrando e é cliente Fidelidade TAM. Este ano ele nos deu 2 passagens pra visitá-los em Agosto, a ser compradas com milhagem. Como eles passam muito tempo fora do alcance de telefones (fazenda) fui eu quem ligou para fazer a reserva. Como moro fora do Brasil liguei pra Central de Atendimento deles em Miami (ligação gratuita).

Ligação 1) Ontem passei aproximadamente 2 horas no telefone com a atendente #1 encontrando a melhor data, o itinerário, as conexões ideais. Meu marido e eu viajaremos juntos mas ele ficará 3 semanas e eu ficarei 4 semanas extras pra passar mais tempo com meus pais, motivo pelo qual fizemos duas reservas separadas.

O itinerário a ser feito seria saindo de San Juan pela United Airlines (parceira da TAM) com destino a São Paulo, com conexão em Chicago. Chegando em São Paulo viajaríamos de TAM para Porto Velho, com conexão em Brasília. O retorno seria praticamente o inverso, sendo que a conexão entre São Paulo e San Juan seria feita por Washington DC. Tudo resolvido a atendende #1 me disse que como minha data de retorno era distante ela não havia conseguido processar a reserva como Fidelidade, mas somente como uma passagem regular (pago, não por milhagem), mas que de qualquer maneira a reserva estava feita.

Feita a reserva temos 2 dias pra enviar formulário autorizando o débito dos pontos de nossa conta Fidelidade. Imediatamente foi enviado e-mail confirmando a reserva de meu marido, mas pelo motivo acima descrito a atendente #1 me pediu que ligasse hoje pra confirmar que se havia feito a transferência de minha reserva pro programa Fidelidade, e que eu pedisse pro atendente enviar o formulário de autorização por e-mail, e que as duas reservas permaneciam com vencimento na Sexta-Feira.

Ligação 2) Como pedido liguei hoje. O atendente #2 parecia não saber do que eu estava falando, e simplesmente disse que ia confirmar minha reserva. Ao repetir meu itinerário ele me informou que este constava o trecho San Juan - São Paulo, ida e volta, mas não havia reserva pro trecho operado pela TAM. Novamente expliquei o que havia ocorrido no dia anterior e o atendente #2 me pediu que ligasse novamente dentro de uma hora, durante a qual ele iria resolver o mal entendido.

Ligação 3) (uma hora depois) A atendente #3 de imediato passou a verificar minha reserva, na qual ainda não constava o trecho São Paulo - Porto Velho, ida e volta, e após breve explicação de minha parte do que estava acontecendo ela me pediu um momento. 20 minutos depois ela ainda não havia retornado e então desliguei e liguei novamente.

Ligação 4) A atendente #4 verificou minha reserva e me informou que o motivo pelo qual o trecho São Paulo - Porto Velho não constava de meu itinerário era porque a atendente #1 havia colocado como data limite de confirmação (envio do formulário) o dia 6 de maio, ou seja, ontem, e por este motivo hoje pela manhã este trecho de minha reserva já havia sido cancelado.

A atendente #4 me pediu que aguardasse um momento e após aproxidamente 10 minutos retornou ao telefone e me informou que eu teria que fazer nova reserva deste novo trecho, e pelo qual deveria pagar nova milhagem, ou seja, eu pagaria os pontos de uma viagem até São Paulo, e separadamente uma viagem dentro do Brasil. Expliquei que se o erro não era meu, eu não deveria ter que pagar uma nova passagem (que é por exemplo uma passagem pro meu irmão Gustavo visitar meus pais).
Nota: Viagem EUA-Brasil custa 40.000 pontos (de qualquer ponto dos EUA a qualquer ponto do Brasil), viagem Brasil-Brasil custa 20.000.

Após esperar mais uns minutos no telefone a atendente #4 me informou que na verdade, passagens de trechos dentro do Brasil só têm validade de 3 meses, e que esse era o motivo do cancelamento, ao qual expliquei a ela que a reserva do meu marido foi feita sem empecilhos e que também será daqui há mais de 3 meses. Outro tempo de espera.

Ao retornar ao telefone a atendente #4 me informou de que havia falado com a atendente #1, com o supervisor, com o controle que confirma o número de passageiros fidelidade por vôo, e que tudo seria resolvido para mim, e que eles ligariam pra mim hoje até o fim do dia, ou no máximo, até amanhã de manhã, reafirmando que meu prazo pra confirmar ambas as reservas, permanece amanhã, também.

São agora 6 da tarde, e ainda não me retornaram a ligação, e me pego pensando que existe a possibilidade de que eu perca as duas reservas, e tenha que repetir a operação toda de novo, pra encontrar datas disponíveis, itinerários, etc.

Trabalhei com serviço ao cliente e detestava as ligações em que o cliente gritava comigo (não elevei a voz nenhuma vez em todas as ligações), haviam várias regras sobre deixar o cliente esperando muito tempo, sobre não dar uma solução para o cliente em uma ligação, e sobre sempre deixar notas do que foi feito e do que estava e não estava resolvido da situação do cliente, pra que o próximo atentende soubesse o que estava acontecendo, e ainda, existia uma lista de todas as vezes que o cliente ligou e quem o atendeu.

Será que o sistema da TAM não tem nada parecido? Me senti frustrada porque durante todas as ligações exceto a primeira os atendentes pareciam perdidos, e quando se trata de passagens em que pequenos erros podem se transformar em pesadelo na hora do embarque, este tipo de situação é longe do ideal.

Extravasei. Resolução em breve (espero).

quarta-feira, 6 de maio de 2009

X-men Origins: Wolverine


X-men, o filme, 1, 2 e 3 decepcionou muitos fãs, mas um comentário era comum a todos: Wolverine era o que salvava o filme; tudo é ruim, mas o Wolverine ficou legal; etc.

Então, é claro, que decidiram fazer um filme só dele. Bom, que o Hugh Jackman é o Wolverine, isso é sem sombra de dúvidas, a caracterização do personagem é mais que perfeita (já que o Wolverine do comic não é tão charmoso e bonito quanto a representação do Hugh), e vai do cabelo e barba, até a vestimenta estilo cowboy. E pra mim, basicamente o filme para por aí.

Alterações do HQ pra telona à parte, a história não te convence, não te deixa apreensivo pelos personagens, os efeitos especias apesar de bem feitos são exagerados, é tudo grandioso demais, e acho que o estilo do Wolverine e suas garras que tanto apreciamos no HQ ficam meio perdidos em meio a tudo isso. A inclusão de personagens como Gambit e Scott Summers (ainda adolescente e antes de virar Ciclops) não acrescenta muito à trama, eu entendi o propósito de se colocar eles ali, mas foi um mal aproveitamento e abertamente forçado. É claro que Gambit está ali pra agradar os fãs que sentiram falta dele nos filmes do X-men, e Scott Summers está ali pra ligar a história de Wolverine ao que futuramente será os X-men.

O filme terminado saí do cinema com a sensação de que faltou algo, não fiquei convencida de que este filme é suficientemente adequado pra contar a origem de Wolverine. Ao invés disso, o filme é completamente diferente da história do HQ, pois Dentes de Sabre e Logan são colocados como irmãos e parceiros pela vida, até um ponto na longa vida adulta em que eles partem pra caminhos separados e se tornam inimigos, ou seja, é muito tempo de obsessão entre Dentes de Sabre e Wolverine, o que faz todo o resto ficar em segunda mão, inclusive o enredo.

Decepcionante.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Múmia 3 & Eagle Eye

Dia livre pros dois, decidimos comprar pipoca, alugar uns filmes, e passar o final de um dia produtivo (compras, contas, etc) curtindo a chuvinha.


Começamos pela Múmia 3. Vamos lá. O primeiro filme foi super legal na época, era diferente, inovativo nos efeitos, engraçado, os personagens combinavam, diversão garantida. O segundo seguiu bem de perto a fórmula do primeiro, mesmo efeitos, mesmas piadas, um personagem novo, deu pra passar o tempo do filme entertido sem maiores exclamações. E aí resolveram fazer o terceiro.

Logo de cara percebemos que a personagem feminina principal não é a mesma atriz, e isso acabou com a harmonia que existia entre ela a Brendan Fraser. Rachel Weisz e Brendan Fraser eram arroz com feijão, Maria Bello e Brendan Fraser são água e óleo. Não combinou. Daí você acrescenta que o filho deles agora é adulto e odeia eles, sem maiores explicações, o que diverge 100% do relacionamento pai e filho que o filme dois teve. E então você cria uma história inverossímel pra colocar pais e filho juntos, mais o irmão atrapalhado, de maneira que contraria tudo o que os outros filmes criaram, e até mesmo o que este filme tentou criar. O diálogo é péssimo, as tentativas de piada são fracas e faladas nas horas mais erradas, a ação é confusa, não faz sentido, não dá sequência. Enfim, o filme consegue ser tão ruim que Luis e eu resolvemos apertar nosso stop pela metade do filme, sem arrependimento, nem quero saber como eles salvaram o mundo desta vez. Péssimo. Tá na hora de embalsamar o Brendan Fraser junto com a múmia.



Trocamos de filme, nos re-acomodamos e começamos a ver o Eagle Eye. Eu tinha uma vaga idéia sobre o que se tratava, o Luis não tinha idéia nenhuma. O enredo do filme é estaparfúdio, mas mantive a mente aberta para as mentirices quando percebi que o filme não está baseado no mundo que conhecemos, e acabei curtindo a ação. É um thriller, você fica esperando o que vem depois, a virada, o clímax, e de certa maneira funciona. Não é um filme pra você sair do seu caminho pra se encontrar com ele, mas nos distraiu, e nos fez esquecer múmias chinesas.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Improv Everywhere

Meu irmão mandou o link pra um vídeo do Tubo que mostra uma estação de trem na Bélgica onde começa a tocar uma música de "A Noviça Rebelde" e várias pessoas se juntam e fazem uma coreografia em meio aos passantes. O vídeo é gostosinho pois imagino que começar o dia com uma música alegre e pessoas felizes dançando deve ser muito bom.

O Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=0UE3CNu_rtY

Curiosa pra saber porque fizeram esse vídeo fui atrás de outros vídeos semelhantes e cheguei ao site http://improveverywhere.com/, criado em 2001 por Charlie Todd, o Improv Everywhere cria cenários variados e executa esses "números" estranhos mesclados ao dia a dia da população. São mais ou menos 80 idéias ao todo, muitas são incríveis, todas são ótimas. O projeto é um meio muito interessante de se observar a reação das pessoas, o nosso nível de curiosidade, humor, emoção.

Um dos projetos é uma viagem no metrô de NY num dia específico de Janeiro, sem calças. O primeiro foi em 2002, com 7 participantes andando de metrô sem suas calças, de lá pra cá o encontro ocorre todos os anos; o último teve 1200 pessoas sem calças andando em 4 linhas do metrô de Nova York, e mais de mil em outras cidades ao redor do Globo.

http://improveverywhere.com/missions/the-no-pants-subway-ride/

Outra idéia foi parar no topo da escada rolante de uma das saídas mais movimentadas do metrô e dar "high fives" aos passageiros chegando ao topo da escada. Um cartaz anunciava que a pessoa estava esperado um high five. Em 45 minutos ele recebeu mais ou menos 2 mil.

http://improveverywhere.com/2009/02/09/high-five-escalator/


Outros exemplos ótimos incluem: um grupo de 20 pessoas pegando um nome qualquer dos cartazes de táxi no aeroporto e fazendo cartazes próprios de boas vindas, com flores e balões, para pessoas completamente desconhecidas que chegavam ao aeroporto JFK. Uma recepção calorosa que as pessoas assustadas em princípio, apreciaram; um musical no meio de uma praça de alimentação de um movimentado shopping; etc.


Recomendo conferir os vários projetos feitos!