segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Desafio Literário 2010


Através do blog Um Livro no Chá das Cinco, achei este Desafio Literário, que se iniciou no blog Romance Gracinha. A idéia é fazer uma lista de livros para serem lidos em 2010, seguindo as regras divertidas criadas pelo blog, como forma de incentivar a lermos novos autores, dar chance a livros que não nos atrairía em princípio, e também reencontrar autores que gostamos tanto. Achei legal a idéia então resolvi participar. São só 12 livros no ano, um por mês, moleza pra quem adora ler.

Participem! As regras estão AQUI.

Então aqui vai minha lista para o desafio!

Janeiro - Livro de banca: "Encontro com o Passado" - Nora Roberts
Reserva: "A Chave da Luz" - Nora Roberts

Se o tópico é livro de banca eu fui "forçada" a escolher um da Nora Roberts, simplesmente porque pra mim ela é a rainha dos livros de banca.

Fevereiro - Contos de Fada: "Maligna" - Gregory Maguire
Reserva: "As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa"- C.S. Lewis

Vi muitas recomendações para ler os livros de Robin Mckinley, que escreveu versões de vários contos de fada, mas acabei achando este, que conta a história do Mágico de Oz na versão da Bruxa Má, muito mais interessante.

Março - Clássico da Literatura: "Ardil-22" - Joseph Heller
Reserva: "Apanhador no Campo de Centeio" - J.D. Salinger

Desde que vi Benjamin Linus de LOST lendo este livro, e a discussão que se seguiu no fórum LostBrasil a respeito deste livro, que descobri que este é um clássico satírico da guerra, altamente recomendável e presente em várias listas de clássicos que devem ser lidos.

Abril - Escritor Latino: "A morte de Artemio Cruz" - Carlos Fuentes
Reserva: "A Revoada" - Gabriel Garcia Marquez

Como já li quase tudo de Garcia Marquez, escolhi Carlos Fuentes por ser um autor mexicano renomado.

Maio - Chick-lit: "Como me livrar de Mathew" - Jane Fallon
Reserva: "Um Bestseller pra chamar de Meu" - Marian Keys

Chick-lit é chick-lit. A maior parte é gostosinha de ler então escolhi um ao acaso.

Junho - Autora Brasileira: "A Casa das Sete Mulheres" - Leticia Wierzchowski
Reserva: "Uma Bebida e um Amor sem Gelo, Por Favor" - Liliane Prata

Se eu pudesse escolher um que já li, de cara eu leria Anarquistas Graças a Deus de Zélia Gattai de novo. Acabei achando este cuja série nunca vi inteira, ou seja, continua inédito pra mim.

Julho - Adaptado pro Cinema: "O Senhor das Moscas" - William Golding
Reserva: "Emma" - Jane Austen

Sempre quis ler. Aqui está a oportunidade.

Agosto - Romance Policial: "O Corretor" - John Grisham
Reserva: "O Dossiê Pelicano" - John Grisham

Ele é um dos maiores nomes dos romances policiais, este eu ainda não li e pelo que eu saiba também ainda não virou filme.

Setembro - Romance Histórico: "O Sepulcro" - Kate Mosse
Reserva: "A Cruz de Fogo" - Diana Gabaldon

Gostei de Labirinto, mas não imensamente. Estou dando uma segunda chance a autora.

Outubro - Lição de Vida: "Grandes Esperanças" - Charles Dickens
Reserva:

Além de clássico, está sempre nas listas de livros que fazem pensar. E pra dizer a verdade, eu detesto livro de auto-ajuda então tive que ir pra ficção nesta categoria, mas estou seguindo a regra!

Novembro - Autor Português: "As intermitências da Morte" - José Saramago
Reserva: "O Homem Duplicado" - José Saramago

Sempre quis ler Saramago. Sem maiores motivações pela escolha deste.

Dezembro - A palavra coração no título: "Coração de Pedra" - Charlie Fletcher
Reserva: "Coração Frio" - Lynda La Plante

Depois de alguns livros mais "pesados" terminarei o ano com uma leitura fantasia pra divertir.


Espero que mais gente participe. Excelente idéia!

Paranormal Activity

Este é um filme independente feito em 2006, que passou em cinemas pequenos em 2007 e 2008, e só agora veio pras telas dos grandes cinemas, e acabou fazendo um sucesso estrondoso, arrecadando milhões nos EUA. Detalhe, o filme custou somente 15 mil dólares.

O filme é um documentário caseiro. Um casal compra uma câmera e passa a filmar seu cotidiano, pois estão experimentando fenômenos que não podem explicar, gravando principalmente enquanto dormem. A idéia é fazer o espectador acreditar que tudo que está se passando é verídico, pois assim com em "A Bruxa de Blair" e "Cloverfield" a visão é sempre da câmera, sem trato nenhum. Para o público americano, pelo menos, a idéia funciona e tenho escutado muita gente dizendo que "morreu de medo" ou que o filme é realmente assutador.

Partindo disso, resolvi assistir. A atividade paranormal gravada na maior parte do filme é bem sutil, o que acho que aumenta a idéia de veracidade, mas a verdade é que este é de fato só um filme de ficção, e sabendo que nada daquilo é verdade o filme é na verdade um pouco lento e ligeiramente desinteressante.

Para não dizer que não há pontos positivos, os atores (que são amadores) realmente parecem pessoas comuns, e convencem na maior parte do filme, e acabei curiosa em ver um aumento quantitativo e qualitativo do fenômeno que estavam presenciando. Mas não me assustei em momento nenhum, ou me senti nervosa. Mas também não fiquei entendiada. Acho que pra quem gosta do gênero pode ser divertido, pra se assistir em casa, comendo pipoca, e discutindo sobre a existência de fantasmas, demônios, paranormalidade, etc.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Flashforward e V, A Batalha Final

Eu não acompanho toda série que aparece, e costumo ignorar até mesmo séries que fazem sucesso. Mas adoro quando uma série foge do padrão (área policial, judicial, ou médica) e muda a cara do que uma série pode ser. Claro que no âmbito das séries padrões há séries que também fogem do lugar comum, como House M.D., que continua uma de minhas favoritas; e há também as que começaram muito bem e acabaram ruins e me fizeram perder completamente o interesse, caso de Heroes.

Mas estou aqui pra falar de duas séries novas que estrearam este ano, e que tenho gostado bastante: Flashforward e V.


Flashforward é uma série que mistura ação, drama e ficção científica num thriller. A série parte do pressuposto de que em dado dia a população inteira da terra "apaga" por cerca de 2 minutos, e neste tempo todos vêm o que estarão fazendo numa certa hora, de um certo dia 6 meses adiante. Com esta informação uma equipe do FBI passa a investigar a causa do "apagão" baseado em suas visões.

O interessante é que a série trabalha muito bem a dicotomia entre os que querem que seu futuro ocorra, e os que temem que as visões sejam concretizadas. Os personagens são complexos e o espectador se involve em seus dilemas. O clima de se descobrir o que e quem está por trás de tamanho fenômeno é também um dos principais atrativos da série, que por este motivo acabou me lembrando um pouco o que senti assistindo Lost, pra mim uma das melhores séries já feitas.

Definitivamente recomendo!


V, A batalha final, é o remake da série de 1983, que conta o que aconteceria se alienígenas viessem à Terra em missão de "paz". A idéia não é original, mas a nova série é bem feita e, pelo menos pra mim, o assunto é interessante. Os alienígenas aqui usam de suas "boas intenções" pra se infiltrar no mundo político terrestre, abrindo portas pra que possam tomar controle da terra, sem fazer uso de alta tecnologia em uma guerra a la "Guerra dos Mundos" ou tantos outros filmes deste tipo.

A protagonista é uma agente do FBI que descobre que os alienígenas podem não ser tão bonzinhos assim, e passa a fazer parte da resistência humana, um grupo que tenta expor os verdadeiros motivos dos aliens. É Sci-Fi feito para um público maior, já que (pelo menos até agora), a ação é mais mental e política que propriamente um display de armas laser.

Estarei acompanhando pra ver se vai valer a pena, já que estreou há somente 2 semanas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Mangás Galore

Nas últimas duas semanas andei lendo uns mangás mais curtos, com história completa, de diferentes estilos. Aqui vão minhas idéias sobre eles.


Ai to Himegoto é um shoujo que conta a história de um relacionamento entre um homem e uma adolescente, que se apaixonam e vivem um namoro escondido, pois ele é seu "tio" por consideração. Achei a história inverossímel e meio estranha, já que o protagonista (que tem cerca de 25 anos) parece realmente um pervertido por se interessar por uma menina de 17 anos, mais pelo gráfico do mangá e situações descritas na história que pela diferença efetiva de idade dos dois.

Realmente, acabei lendo até o final simplesmente pra ver que fim ia dar a história, mas que é um mangá que chega a incomodar pelo certo tom de pedofilia, que acabou me fazendo pensar à respeito da tara japonesa por ninfetas em uniformes escolares e meninas jovens. Bom, afora esses preconceitos que eu tive, e isso é ponto de vista pessoal, o mangá é sim um Shoujo então quem quiser conferir, Ai to Himegoto está disponível, em inglês, AQUI.


Show me the Money é um manhua (versão chinesa do mangá) que achei bacana. É um shounen que segue a história de Dahasu, um garoto de família muito rica que vê o pai perder tudo e sendo preso por suas dívidas, o que o leva a perder sua casa, seu status, e até sua bolsa escolar. Dahasu acaba sendo "resgatado" por Aimei, uma garota destemida que só pensa em dinheiro, e faz de Dahasu seu assistente como forma dele pagar pelo "resgate".

O trunfo do mangá é ver Dahasu desvendando a motivação por trás de Aimei, e aprendendo a se virar, sem status nem dinheiro, numa escola e vivência novas. Esse shounen é engraçadíssimo, com humor bem adulto e enredo original. São só 11 capítulos então confira, em inglês, AQUI.

Asa mo, Hiru mo, Yoru mo é um shoujo com um pano de fundo pesado pra contar uma história de amor entre Shinobu e Yokomizo. Shinobu foi violentada por um rapaz que é muito parecido com seu colega de classe, Yokomizo, e este, que sente atração por Shinobu, não consegue entender porque ela o rejeita e sempre aparenta ter tanta ojeriza a qualquer rapaz, e em especial a ele.

Sinceramente, eu não gostei de Yokomizo, que para mim o tempo todo parece ser uma pessoa violenta, impaciente, grossa, etc. Não é nem um pouco carismático, mesmo nos momentos em que proteje Shinobu, e sabendo de seu passado, lhe dá apoio na tentativa de "curá-la". Achei o relacionamento dos dois meio doentio e estressante, não é o que eu esperava de um shoujo. O mangá está disponível, em inglês, AQUI.




domingo, 1 de novembro de 2009

Drama Noturno 2


Meses atrás, eu tinha escrito sobre o drama que é uma noite na minha cama, por culpa do marido e do gato, ambos espaçosos (Post antigo, AQUI).

Na época, comentei sobre meus hábitos estranhos para dormir, os hábitos estranhos do meu gato Juanqui e do meu marido, Luis. Na história não havia entrado o meu gato mais novo, Sushi. O motivo é porque o Sushi sempre foi um gato mais na dele, não é fã de colo, nem de muitos afagos, apesar de gostar de atenção.

O modo como ele pede atenção é subir na cama, miar, e se esfregar na mão da gente, mas ao invés dele se aquietar com os carinhos recebidos, ele se afasta, e começa o processo novamente, repetidas e infinitas vezes, até a gente se encher e expulsar ele da cama. Outro comportamento bizarro do Sushi, é sua fixação por sovaco. É, isso mesmo, o gato é viciado em sovaco. Em qualquer momento em que eu o Luis estivermos vendo TV, lendo na cama, ou outra situação em que um braço descoberto esteja ao alcance dele, ele pula em cima da gente e vai cheirar, lamber e até morder se a gente deixar, o sovaco. Não me peça explicações.

Acho que com o passar do tempo, ele foi se acostumando aos carinhos, e sua necessidade de aproximação o levaram a finalmente ficar quieto deitado em cima da gente (em cima pela aproximação do sovaco). Aí vamos ao meu novo drama noturno. Luis jogando a perna em cima de mim, Juanqui dormindo no meu travesseiro, e agora, nos últimos dias além disso tudo, acordo com o Sushi dormindo em cima de mim. É de enlouquecer o cidadão!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Semana Explosiva

Tivemos uma metade de semana estranha. Na Quinta à meia-noite e meia ouvimos uns pipocos altos e pensamos que estavam soltando fogos de artifício. Depois um alarme soou perto e pensamos que havia sido um trovão bem perto.

Como o som tinha sido diferente fomos para janela e então vimos a enorme pira de fogo e fumaça ao longe. Um espetáculo assustador. Com uma hora da explosão e ainda olhando do nosso terrraço junto com os vizinhos, começou a chover fuligem na gente. Lá pelas duas da manhã ficamos sabendo que explosão foi de 11 silos de gasolina de uma reservatório Gulf.

Na Sexta à noite as chamas ainda podiam ser vistas facilmente aqui de casa, e acompanhando as notícias vimos que a região da Gulf foi evacuado, e que os silos queimaram por3 dias. O céu aqui onde moramos estava preto da fumaça, nem se via o Sol. Ontem durante o dia choveu bastante, e as poças que formavam no chão eram negras. Com a chuva e por finalmente as chamas terem apagado ontem de tarde, hoje o céu estava limpo, o cheiro de gasolina se foi, mas o nosso pobre carro, está coberto de sujeira preta, da fuligem e chuva negra.

Vídeo da Explosão: http://www.youtube.com/watch?v=5G84-CQTQl8

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Random Walk

Random Walk é um clássico shoujo, da autora Yoshizumi Wataru, que segue o dia a dia de Yuka, uma menina simpática, bem humorada, que quer experimentar o amor, seguindo o conselho de seu pai, que avisa que ela deve aproveitar muito a vida e os relacionamentos. Partindo daí qualquer fã do gênero (ou conhecedor) diria que é "só mais um" e se perguntaria pra que ler mais um shoujo que não tem nada de diferente.

Bom, pra começar a autora é caprichosa, e isso nem sempre se encontra, o traço é leve e feito pra agradar as meninas mesmo. O enredo é bem simples, mas os personagens são mais humanos que o de costume nos shoujo. As situações são viáveis com resultados que qualquer um esperaria, se tivéssemos falando da vida real. Aí que me apeguei a história, é um shoujo de colegiais, mas com um quê de Slice of Life, já que os personagens tomam atitudes que o leitor também tomaria, não se vê tanto drama em copo d'água tão consistente dos shoujos (que às vezes é ótimo, mas em doses cavalares não tem como perdoar).


Mesmo que o final seja um pouco óbvio, o caminho até ele é gostoso de se seguir, e a protagonista Yuka é tão adorável, que qualquer desfecho escolhido por ela seria aceitável. São somente 15 capítulos, disponíveis em inglês AQUI.

Devaneios de uma "Organizante"


Eu não sou uma pessoa super organizada, admito. As coisas tendem a não voltar para seus lugares assim que termino de usar. Mas eu adoro organizar coisas. Explico a contradição. Eu sou daquele tipo de gente que acumula roupas na poltrona do quarto por uma semana, que vai enfiando tudo no armário de qualquer jeito, que faz uma pilha de livros na mesa de cabeceira quando a estante está a reles metro e meio de distância.

Mas adoro organizar então toda semana de uma hora pra outra viro Dona Furacão e esvazio completamente o armário (até o que está arrumadinho) e faço uma total reorganização enquanto limpo; ou desabo minha estante de livros até não sobrar nenhum, e vou limpando um a um e arrumando por tamanho; ou resolvo lavar tudo dentro dos armários da cozinha, mesmo o que foi recentemente lavado, só pra reposicionar a louça e ficar com cara de novo.

É uma péssima mania. Não o de organizar, até porque sei que não sou uma juntadora anônima, jogo fora tudo que está em desuso, mas o fato do meu amor por organização não me manter na linha o resto do tempo, porque não mantenho meus armários de modo que Dona Furacão não tenha que vir à tona.

Fico pensando em modos de praticar o hábito de organizar todo o tempo, sem acúmulo, sem precisar desorganizar primeiro. É claro que para fazer isso tenho que consertar um outro defeito: a procrastinação. O engraçado é que com coisas como renovar documentos, pagar contas, pequenos consertos, etc eu não procrastino, eu não me desorganizo (a não ser por forças externas).

Mas acho que minha procrastinação é diretamente ligada a importância da tarefa, o que me leva a conclusão que preciso da pressão. Nada saudável. Atuo melhor sob pressão mas também acabo ansiosa e estressada. Por outro lado, acredito que é a ansiedade que me impede de praticar o Furacão em doses homeopáticas, no estilo brisa suave soprando constantemente.

Ansiedade + Procrastinação = Meu Mal. Me pergunto se alguém mais tem essas manias loucas e o que fazem pra contê-las.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Billion Girl & Hadashi de Bara wo Fume


Na onda de mangás que Diana e eu temos lido, 'Billion Girl' é mais um de relacionamentos de mentira ou forçados que acaba despertando sentimentos verdadeiros entre os protagonistas. Ooba Kanoko é uma menina cuja família se vê a beira da falência e prestes a perder sua pequena loja de doces tradicionais (onde moram) quando um estranho milionário oferece saldar a dívida da família em troca da mão de uma das filhas em casamento. As filhas mais velhas se recusam ao contrato e é Ooba quem acaba se casando com o misterioso Taiga Houjo.

É claro que o casal começa seu casamento arranjado em pé de guerra já que ela só se casou pra salvar a família, e ele porque necessita de um herdeiro pra sua fortuna, mas fora o óbvio enredo que os leva a se apaixonarem de verdade, as situações que giram em torno dos dois fazem deste mangá uma boa distração. Os personagens secundários são interessantes e as intrigas que servem como pano de fundo para o romance dos dois é o que dá o toque de unicidade a esta história.

Um detalhe que acho que vale mencionar é que, comum a todos os mangás e animes, sempre há um personagem efeminado, mas que nem sempre é abertamente homosexual. Em "Billion Girl' há personagens abertamente gays, o que me supreendeu um pouco, pois eles sempre estão lá, mas fica implícito, e não é explorado (a não ser que seja uma mangá Yaoi).



Semelhante ao 'Billion Girl', 'Hadashi de Bara wo Fume' é a história de Sumi Kitamura, a segunda mais velha de uma família de 6 crianças órfãs, que vive em total miséria, já que o pouco dinheiro que seu irmão mais velho ganha, ele perde em apostas, já que é viciado em jogatina. A péssima situação em que vivem faz com que Sumi se venda para um milionário em troca de dinheiro para sustentar seus irmãos adotados. Nesta série, o milionário se casou para que pudesse continuar herdeiro de uma grande fortuna, ainda seguindo a idéia do 'Billion Girl' de que o casamento é por puro interesse de ambas as partes.

A diferença é que o "vilão" da história acaba sendo a última pessoa esperada, o que dá o tom e charme da série, e que me fez apegada a história, com curiosidade de saber o que vem pela frente. O fato da história se passar na Era Meiji, só ajuda. E a protagonista deste é uma garota forte e determinada, diferente das heroínas defeituosas que se costuma achar em Shoujos.

Confiram Billion Girl AQUI!

Confiram Hadashi de Bara wo Fume AQUI!

sábado, 17 de outubro de 2009

O Símbolo Perdido



Este é o novo livro de Dan Brown, terceiro da série que acompanha as aventuras de Robert Langdon. Desta vez o palco é Washington DC e a intriga gira em torno da Massonaria. Dan Brown mais uma vez utiliza a fórmula padrão de fazer uso de várias informações interessantes pra ilustrar sua história, vilões que guardam mistérios, uma garota inteligente, etc. Apesar disso desta vez o enredo deixou muito a desejar.

O Símbolo Perdido está muito aquém de Anjos e Demônios e O Código DaVinci, as motivações são mais inverossímeis e o tema não prende tanto o interesse quanto os dois primeiros livros de Langdon fizeram. Ao ler Anjos e Demônios e O Código DaVinci eu queria saber o que estava no fim da linha, eu sabia que era algo impressionante, e isso é o que faltou desta vez.

Pra quem é fã de Dan Brown, como eu, eu ainda assim recomendo essa leitura que seja pelas informações extras e interessantes, mas ele está mais próximo em qualidade ao Fortaleza Digital ou Ponto de Impacto, mais incompleto ou imaturo talvez, faltou o brilho.

O Símbolo Perdido chega ao Brasil em 24 de Novembro, mas está em pré-venda AQUI.


domingo, 11 de outubro de 2009

A Montanha e o Rio


Esse livro narra a história de dois irmãos (por parte de pai) chineses que têm vidas completamente diferentes, Tan e Shento. Tan passa sua criação numa vida de luxo e cercado de carinho, ao passo que Shento cresce num vilarejo nas montanhas, criado por pais adotivos. Criados em ambientes opostos, os dois acabam virando adultos com ideais opostos, mas de maneira inusitada, inesperada pelo leitor.

A história se passa na China dos Anos 60 aos 80 e além da perspectiva dos dois irmãos, também acompanhamos a vida de Sumi Wo, figura central na vida de ambos, apesar destes não saberem da existência um do outro.

O livro foi muito interessante para mim, que não tinha idéia do que era a China Comunista desta época e principalmente porque o enredo não era de longe o que eu esperava, e acabei surpreendida por este romance repleto de paixão, dor, intrigas, politicagem, drama familiar, etc. Enfim, é um romance completo.

Recomendo! Compre AQUI.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Retorno


Minhas férias acabaram. Hora de voltar pra casa. Na preparação das malas peguei uma mala daquelas duras, prateada, com mamãe, para poder trazer umas coisinhas minhas que aindam tinham ficado pra trás da mudança (mangás). A mala tinha sofrido uma pequena rachadura e meus pais não a usavam mais.

Me preparei para a maratona e saímos às 9 hrs pra Porto Velho e após um almoço tranquilo com mamãe e Guilherme, um novo livro em mãos, embarquei para Brasília na Quinta-Feira às 13 hrs. Quando chegamos em Brasília (já completamente presa ao livro que havia comprado), eu já estava praticamente na porta desembarcando quando anunciaram que o mesmo avião faria o (meu) vôo até São Paulo, por pouco não desembarco só pra ter que esperar o embarque no terminal e voltar pro mesmo avião (não era um vôo em escala, foi só a coincidência do outro vôo utilizar o mesmo avião).

Continuei lendo (OPA! Lugar vazio do meu lado, beleza) tranquila no curto vôo até São Paulo. E então começaram as longas caminhadas de tédio pelo aeroporto e até comprei outro livro porque neste ponto eu já tinha chegado na metade do livro e ainda faltavam 24 hrs pra eu chegar em casa.

Me preparei para dormir no vôo noturno (22:30) para Nova York e a primeira coisa ocorrida foi sentar ao lado de um brasileiro meio metido a besta e reclamando que havia perdido o vôo mais cedo e agora não tinha assentos na primeira classe e que ia ter que ir de "coach no assento do meio na classe xinfrim" (é, falou assim mesmo, como se falar classe econômica fosse blasfêmia).

Bom. Elogios a TAM em suas viagens internacionais pelo excelente serviço de bordo e comforto maior que o já presenciado na American Airlines e na United. Vai Brasil! As TVs individuais com boa escolha de filmes (vários a escolher, novos e mais antigos), séries, documentários, e ainda jogos como sudoku e paciência foram uma boa surpresa, já que nunca tinha visto essa opção de escolha, normalmente mesmo com TV individual na poltrona a programação é única. Mas após o jantar, quando as luzes foram apagadas e a cabine se aquietou, o tal pobre indivíduo que tinha que ir de "coach" ficou a noite toda com a TV dele ligada no brilho máximo (há ajuste de brilho) o que me atrapalhou a dormir um pouco, pois quando o pescoço doía pra um lado, não podia virar pro outro sem ficar com a TV na minha cara. Enfim, acho que cochilei umas 3 hrs. Já ao amanhecer, quando já havia movimentação para servir o café da manhã, percebi que o carinha ainda tinha a TV no brilho máximo, mas estava dormindo de boca aberta e se inclinando pro meu lado com aquele bafão de ar-condicionado (minha regra é voar mascando chiclete, eu inclusive durmo com um na boca e vou trocando sempre que o frescor se vai e ainda escovo os dentes antes do café).

8 hrs. Nova York, vou dizer, nunca tinha visto tamanha diversidade de vôos chegando ao mesmo tempo à um aeroporto. Na fila da imigração para residentes (em NY há fila separada para turista, cidadão, e residente portador de Green Card, enquanto em outros aeroportos vejo residentes dirigidos a mesma fila de cidadãos), haviam vários indianos de sári e pontos vermelhos na testa, um paquistanês na minha frente (esse eu observei de curiosa pra ver o agente da imigração mesmo, que pegou várias impressões digitais dele, apesar do senhor ter Green Card), mexicanos, alguns russos/alemães, japoneses e MUITOS muçulmanos. Vi pelo menos 15 mulheres de longas túnicas e xales tapando a maior parte do rosto (nenhuma de burca completa), de muitas cores, e até um senhor com uma barba branca enorme em sua túnica branca impecável.

Uma vez mais fui bem tratada na imigração e saí pra buscar minhas malas (se você for viajar pros EUA, e a companhia aérea lhe dizer que sua mala foi despachada pro destino final, nunca acredite, é obrigatório fazer alfândega no primeiro ponto de chegada aos EUA). Viu mãe, eu sabia que a mocinha da TAM estava enganada, é impossível despachar direto pra San Juan, se vai passar em Miami ou NY primeiro. De qualquer forma, a tal mala cinza rachadinha, estava TODA quebrada, rachada, com pedaços caindo. Putz! Paguei para passarem um plástico nela toda e cruzei os dedos, esperando que minhas coisas não saíssem voando por aí até San Juan.

Rápido vôo até Washington e depois a - muito - longa espera de 6 hrs para pegar o vôo até San Juan. Vi o Rio ser escolhido para as Olimpíadas na CNN, vibrando sozinha enquanto os americanos se lamentavam em ver Chicago ser eliminado. Finalmente cheguei em San Juan às 22 hrs de Sexta-Feira, o aeroporto estava lotado, e foi um custo pegar o carro e sair. Comentário da sogra: "Ai que bom, estava vigiando as notícias pra ver se algum avião ia cair".

Já eram meia noite quando me despedi de minha sogra e uma última surpresa, o chaveiro do Luis que tinha ficado comigo para eu abrir o apê quando chegasse, estava com todas as chaves do trabalho dele, do carro, da casa dos pais dele, mas ele tinha retirado a chave do apê pra deixar com a Noelia então eu fiquei presa pra fora de casa. Morta, exaurida, suja, suada. Tive que ligar pro Luis e ele pedir pro pai dele achar a bendita chave e vir me salvar.

Às 1 da manhã desabei na cama.

PS - A mala cinza não sobreviveu após a retirada do plástico protetor, mas meus pertences chegaram todos intactos.

domingo, 20 de setembro de 2009

Dewey: Um gato entre livros


Na onda do sucesso de "Marley e Eu", chegou este livro de Vicky Myron, uma bibliotecária de Spencer, Iowa, que segue a vida local e de Dewey, um gato que foi abandonado na caixa de coleta de livros. O gato viveu 18 anos na Biblioteca e era famoso por sua docilidade.

Apesar de ser interessante a história de uma cidadezinha do interior dos EUA através de crises e desenvolvimentos econômicos, diferente de quando li Marley (comparações são inevitáveis), Dewey para mim é simplesmente UM gato. Assim mesmo, genérico.

Em Marley o autor transformou o cachorro e sua vida com ele em algo único, Marley tem personalidade, o leitor o conhece e se apega a ele. Já com Dewey, a forma que foi escrito o livro me deu a impressão de tentativa de forçar essa unicidade, não me parece real.

Sempre amei gatos, cresci com eles, tive muitos gatos e todos são distintos, todo gato tem suas peculiaridades, características pessoais mesmo. Mas todo gato também tem atitudes comuns à espécie, coisas que se espera de todo gato, e é isso que me incomodou em "Dewey", há um exagero em fazer os comportamentos mais banais dos gatos parecer incrível e único a Dewey, e isso tira a magia dele, ele se torna um gato qualquer, de novo, genérico.

Acredito que com melhor autoria, Dewey se tornaria um gatinho fantástico, pois era sim dócil, mas tal como é, não consegui me apegar a ele. O fim da vida de Marley me fez chorar copiosamente, já o pobre Dewey ganhou apenas uma leve fungada. Talvez, se a dona dele (a autora) fosse mais carismática, eu teria apreciado melhor o livro.

domingo, 13 de setembro de 2009

Leitura de Férias

Uma das coisas que se faz muito na fazenda é ler. Como eu já tinha comentado antes AQUI no blog, minha família é de ávidos leitores, e no fim do dia, após o banho merecido, aproveitando o tempo fresco e o silêncio de uma casa sem energia elétrica (só motor a diesel quando dá vontade de se ver TV, e tem até Sky Net pra isso), todos nos voltamos para os livros, com menos distrações, é aqui onde eu acabo lendo mais (sempre estou às voltas com um livro, mas meus pais compram muitos mais livros que eu – por motivos financeiros – e sempre há várias opções esperando por mim quando visito).


Nesta viagem até agora li os seguintes que vale a pena comentar:

1) Crônicas Saxônicas - Bernard Cornwell




Até agora foram lançados 4 volumes desta saga que conta a história das invasões bárbaras na Inglaterra, seguindo a trajetória de Uthred, saxão criado pelos vikings dinamarqueses, que acabando vivenciando a batalha pelos dois lados. Escrito por Bernard Cornwell, esta é outra obra de arte das épicas batalhas medievais, e pessoalmente, ainda não vi autor igual em masterizar a descrição da luta nestes tempos. Sua narrativa sempre me prende, é real, sem rodeios e a fantasia é crível. Recomendo esta série e também as outras de Bernard Cornwell (As Crônicas de Artur e A Busca do Graal). Li os quatro volumes e fico aguardando o quinto. Compre AQUI!


2) A Hospedeira - Stephenie Meyer





Não posso negar que sou fanzoca da série Crepúsculo mas nunca achei que Stephenie Meyer fosse necessariamente uma boa escritora. Parte de mim crê que ela deu sorte no tema na hora certa, e desenvolveu um personagem fácil do leitor se apaixonar (Edward, não a Bella, que seria a principal). Comprei este para ler no avião, por falta de opção no kiosque do aeroporto de San Juan, e acabei me surpreendendo.

A Hospedeira segue Wanderer, a alienígena hospedada no corpo de Melanie Stryder, em sua incursão pelo mundo humano, pela mente humana. O livro lembra muito os filmes no estilo "Invasores de Corpo", ficções científicas onde alienígenas tomam a humanidade invadindo seus corpos, numa invasão silenciosa e praticamente imperceptível para o Homem. Diferentemente dos filmes, no entanto, desta vez o leitor acompanha o alienígena, o que pra mim foi bastante original, e claro, sendo Stephanie Meyer a história é muito mais um romance (leia-se obra de ficção generalizada, não água com açúcar simplesmente) que um livro de ficção científica clássico. A leitura flui fácil, e logo fiquei presa e sem conseguir baixar o livro. Meu irmão o está lendo agora e também está seguindo o mesmo caminho do sentir a necessidade de ler. Valeu a pena conhecer Stephenie além de Edward Cullen.

No Brasil a tradução sai em Outubro. A Saraiva já tem o pré-lançamento, reserve AQUI.


3) Jogos Patrióticos - Tom Clancy



Todos devem se lembrar do filme baseado neste livro, de mesmo nome estrelando Harrison Ford no papel de Jack Ryan, personagem constante nos romances de Tom Clancy, que ganhou várias adaptações no cinema. Este é o primeiro livro onde o personagem principal é Jack Ryan, professor de história em uma Faculdade Militar, que passa a fazer parte da CIA, combatendo o terrorismo. Tom Clancy é fantástico como autor de livros mostrando conflitos políticos e o mundo das operações especias, e o faz de maneira que prende o leitor à história. Pra quem gostou dos filmes, vale a pena conhecer a obra, pois há diferenças e muito mais detalhes, é claro. Para comprá-lo, qualquer livraria deve ter os livros do Tom Clancy em estoque.
Agora estou lendo Dewey, de Vicky Myron e na lista está Love, de Stephen King. Comento quando terminar.

Reunião Familiar



Após quase 3 anos este Agosto conseguimos reunir a família (adendos incluídos). Eu e Luis viemos de PR passar algumas semanas na fazenda, primeira viagem de Luis à Rondônia. Gustavo veio de Terê com Bia e Uddhava, e durante uma semana estivemos todos juntos. Casa cheia, meus pais visivelmente satisfeitos em ver seus filhos juntos.

E a aproximação é mais exacerbada pelo fato de aqui, não termos o espaço que tínhamos em Terê, onde muitas vezes nem sabíamos quem estava em casa. Aqui, a casa é menor, mais aconchegante, e a gente fica é próximo mesmo, durante à noite dava pra escutar a cacofonia de Gustavo, Guilherme, Luis e papai, competindo pelo ronco mais sonoro.

O café da manhã também é bem diferente do meu costumeiro pseudo-café, em pé, na cozinha, ou passeando pela casa enquanto alimento os gatos, ou acordo o Luis (ou tento). Aqui me lembrou muito meus tempos em Terê, batendo o papo não terminado do dia anterior, e antecipando assuntos do dia.


Os dias passados na fazenda foram ótimos, vendo o fascínio que tudo fazia no Luis, até o que pra gente é lugar comum, o ruído de cada pato, galinha, angolinha, peru, ganso ou marreco. O carneiro Jamelão, criado pela mamãe na mamadeira, e que gosta de visitar a cozinha na hora do almoço, para ganhar uma banana, ou um pedaço de côco. Nestes dias de visita ele se fartou, pois todos queriam a oportunidade de alimentá-lo. Melhor para ele.



Luis gostou também de ver o vaqueiro em ação, carimbando bezerros no curral, apesar da pena que sentiu no começo, mas logo se animou e queria ajudar também. A farra me rendeu um pé roxo quando levei umas pisadas de um bezerrinhos mais agitados (bezerrinhos de um mês, afinal, pesam cerca de 50 kg).

A única coisa que ele ficou bem de longe foi quando fomos escolher o carneiro que viraria churrasco no aniversário do Gustavo, aí ele não quis nem ver como limpar, mesmo depois do bichinho já ter sido abatido. Hipócrita, ele assim mesmo gostou do churrasco! Se bem que eu também não olho matar por nada, mas não ligo de ver limpar, e nem de comer.

Não só os animais foram novidade e diversão pra ele, mas a mata, o pasto, os açudes, o jeito manso de passar o dia, e as noites limpas, lindas, sem intervenção das luzes da cidade. É, meu marido é muito mais urbano que eu, mas gostei muito de sua apreciação pela fazenda.
Um dos pontos altos da reunião familiar foi a caminhada que fizemos para levar Bia , Luis e Uddhava para conhecer o Igarapé das Pedras, buscando nos refrescar num dia muito quente. Ponto alto porque a água estava uma delícia, e o porque o lugar é mesmo lindo, escondido no meio da mata. Mas caímos na pela da Bia, que sentiu verdadeiro pavor em andar pela mata fechada, enquanto Guilherme ia abrindo a picada com o facão. Descobri que sua fobia de aranhas é assunto sério. Heheheheheh


Eu fiquei feliz em perceber que ainda sei movimentar-me pelas pedras do igarapé sem problemas, minha infância não foi esquecida pelos anos de vício na internet. Ainda assim os Schwartz, acostumados com o contato com esse tipo de riacho, pegaram leve com os marujos de primeira viagem, mas que seguramos um risos, ah isso sim!

Agora todos já foram, e eu fico aqui mais uns 20 dias, para matar bem a saudade, enquanto minha metade volta pra PR, pra cuidar do nosso cantinho e de nossos filhos felinos, Juanqui e Sushi.

Durante a semana o tempo virou, trazendo vento forte e chuva, deu até pra dormir de edredon, pela primeira vez pra mim em 3 anos. O bom é que depois dessa chuva, os verdes vão ficar ainda mais verdes. A fazenda, ainda mais bonita.

sábado, 5 de setembro de 2009

O Dia em que a Terra Parou


Pela lentidão e mesmice do filme, dá pra acreditar que o título é mesmo iminente. O enredo simplista e sem desfecho satisfatório se torna ainda mais apático na interpretação de Keanu Reeves, que vive o alienígena Klaatu, que vem à Terra para exterminar a raça humana antes que ela destrua as outras formas de vida terrestres, onde encontra uma humana que tenta convencê-lo de que o Homem pode mudar. A mensagem ecológica é clara e direta mas tão propagada que não dá nenhum motivo para reflexão.



Não recomendo, nem pelos efeitos especias que, aliás, são fraquíssimos.

A Troca (Changeling)


Finalmente tive a oportunidade de ver "A Troca", filme com Angelina Jolie, Guy Pearce e John Malcovich, que conta a história, baseada em fatos reais, de uma mãe na década de 20 em Los Angeles, que tem o filho sequestrado e enfrenta a ineficácia da polícia, que lhe devolve uma criança que não é seu filho e a trata como se fosse louca para esconder sua própria inaptidão e acobertar seus líderes corruptos, mais preocupada com a mídia que com a resolução de crimes.


O filme retrata a luta dela em descobrir o paradeiro de seu filho, ao mesmo tempo em que expõe a polícia, enquanto a trama que envolve seu filho é desvendada, em momentos de verdadeira tensão psicológica no desenrolar majoritariamente lento da história.


É, realmente, um filme pesado que incomoda e que, pelo menos para mim, prova de que em 90 anos algumas coisas não mudaram tanto assim, infelizmente.


sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Team Medical Dragon



Às vezes eu acho sem querer algo que me fascina. Um livro pouco falado, um filme independente, uma música que não faz parte da lista Billboard, etc. Desta vez achei sem querer Team Medical Dragon, um mangá bem diferente dos costumeiros Shoujos e Shounens. A série foi transformada em dorama em 2006.

O mangá segue a história de um grupo de médicos em um Hospital Universitário japonês, que formam um time de pesquisa para o aperfeiçoamento da técnica de cirurgia cardíaca Batista (criada por um brasileiro por sinal). Vale notar que esse procedimento não é mais utilizado por ser complicado, com baixa taxa de sucesso, e ter efeitos relativamente pequenos. Hoje se otpa direto para o transplante.

As histórias giram em torno da criação da equipe e das qualidades e defeitos de cada membro desta, centrando-se no cirurgião principal, Asada Ryutaro, um gênio da cirurgia cardíaca.



O maior trunfo do mangá é a crítica clara ao sistema de saúde japonês (e pelo mundo), do tratamento inumano dado aos pacientes às políticas internas dos hospitais. Cada capítulo é centrado em algum ponto deste tipo, como por exemplo inventar uma desculpa pra se re-operar um paciente sem lhe dizer que uma agulha de sutura foi perdida no paciente ou um médico se recusando a aceitar um paciente estrangeiro (na emergência) pois não sendo japonês provavelmente não teria seguro pra arcar as custas do atendimento.

Outro ponto que me atraiu é o traço de Taro Nogizaka, que fez as ilustrações do mangá. Gostei muito do estilo que talvez fuja um pouco do que leio normalmente. A atenção aos detalhes é brilhante, tudo tem vida.

Sinceramente, recomendaria este mangá até pros que não apreciam muito os desenhos japoneses, é quase como um ER oriental, mas ainda melhor, muito melhor.

Confiram em inglês, aqui.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Eu vou pra Maracangaia ... eu vou.

Estou indo pro Brasil!

Após um ano e quase meio fora do meu país maravilhoso, estarei de volta por quase 2 meses, visitando minha família na fazenda. E desta vez levarei meu Sr. Esposo. A excitação da viagem de volta "ao lar" é aumentada por esse fato. Luis ainda não conhece a fazenda, e estou antecipando as reações dele às coisas que pra mim fizeram parte de minha criação.

Cheiro de terra molhada, cheiro do pasto, os ruídos das galinhas e patos de manhã, a calma que é ver o açude no final da tarde, a contradição que é a rotina ativa e ocupada da fazenda, mas que parece passar arrastada e mansa. Uma delícia, que não vejo a hora de dividir com ele, e ver se ele conseguirá apreciar como minha família aprecia. A cidade encontra o campo. Fugere Urbem.

De qualquer forma, tentarei seguir blogando de lá nos dias em que estiver na cidade, mas estarei mais ausente curtindo meus pais e irmãos, matando saudade até ...

sábado, 25 de julho de 2009

Quatro Coisas sobre Mim

Achei num blog essa listinha pra passar o tempo e dividir besterinhas sobre mim.

A) Quatro "empregos" que tive na vida:

1. Estagiária de Escritório de Advocacia.
2. Gerência/Venda de Roupa Branca (furada).
3. Professora de Inglês do Fisk.
4. Atendente de Serviço ao Cliente (único cujo salário era de verdade e até bonzinho).

B) Quatro filmes que posso ver de novo e de novo ...

1. Dez Coisas que Odeio em Você.
2. Diário de uma Paixão (The Notebook).
3. Meu Primeiro Amor.
4. Um Sonho de Liberdade.

C) Quatro lugares em que morei:

1. Teresópolis, RJ, Brasil
2. Ariquemes, RO, Brasil
3. Mesa, Arizona, EUA
4. Toa Baja, Porto Rico

D) Quatro séries de TV que adoro:

1. LOST
2. House
3. Dexter
4. Top Chef

E) Quatro lugares onde fui de férias:

1. Angra dos Reis, RJ
2. Barra de São Miguel, AL
3. Pantanal, MT
4. Brasília, DF

F) Quatro sites que frequento diariamente:

1. www.visajourney.com
2. www.questionablecontent.com
3. www.onemanga.com
4. www.oglobo.globo.com

G) Quatro de minhas comidas prediletas:

1. Sushi.
2. Camarão.
3. Pasta.
4. Frango com Farofa.

H) Quatro lugares em que gostaria de estar agora:

1. Na Fazenda dos meus pais.
2. Com meus amigos em Terê.
3. SPA.
4. Viajando pela Europa.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Harry Potter and the Half Blood Prince


Parte 6 da série Harry Potter, que é parte de minha vida desde 2000 quando li o primeiro livro, "Harry Potter and the Half Blood Prince" é o filme baseado, em minha opinião, no segundo livro mais fraco da saga (perde somente pra Câmara Secreta).

Antes de fazer qualquer crítica tenho que avisar que apesar de amar os livros (até mesmo os mais fracos), sempre achei que os filmes deixam muito a desejar, cortam coisas importantes, e esbarram somente na superfície desta brilhante série (mesmo que não seja um obra prima de literatura), responsável até mesmo pelo meu casamento.

O motivo pro livro 6 estar entre os dois únicos que encontrei vários defeitos é o fato de parecer nada mais que um enchimento pra história, um preparativo pro gran finale. A verdade é que os acontecimentos do livro 6 poderiam se resumir a uns poucos capítulos espalhados pelos outros livros. A importância deste livro está em estabelecer a existência de Horcruxes, e explicar que Voldemort é imortal por conta deles, e deixar claro a Harry de que é imperativo destruí-los.

E claro, o livro também é o desmoronar da última barreira entre Voldemort e Harry, Dumbledore, e impulsionador da grande revelação (feita no último volume) à respeito de Snape, um dos personagens mais misteriosos de toda a série. O resto é somente revelando interesses românticos entre o trio protagonista da saga.

Nas telas, o que o filme 6 fez foi exarcebar as partes menos importantes pra história, transformar as partes importantes em frívolas, e deturpar mais cenas, pra decepção dos fãs. Partes iguais ao livro? Ah sim, algumas estão lá, as partes tediosas e irritantes do livro foram transferidas pras telas com a fidelidade de quem toma Veritaserum.



Como fã, tive que tentar achar pelo menos algum ponto alto, e se encontrei algum, está no fato de Rony ser, bem, o Rony. Sua caracterização continua fiel àquilo que me acostumei a ver nos livros, mostrando uma vez mais que Rupert Grint é o integrante do trio (Harry, Mione, Ron) mais bem representado no filme.

E claro, um dos trunfos em toda a série é a participação ótima de grandes atores britânicos, como Alan Rickman (sempre impecável como Snape), Maggie Smith (Mcgonnagal) e o convidado da vez, Jim Broadbent (fazendo um Slughorn melhor do que eu poderia imaginar).

Pra quem não acompanha os livros ou os filmes, e não é particularmente fã, ignorem o tamanho da bilheteria e escolham outro filme pra ver. Pra pessoas como eu, bem, assistam e depois cheguem em casa e releiam as partes prediletas do livro, pra esquecer e recobrar sua fé em J.K. Rowling.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Transformers: Revenge of the Fallen




Quando fui ao cinema ver o primeiro filme, saí sentindo que há muito tempo não tinha tido uma experiência tão agradável no cinema. Era o perfeito filme de ação pra me manter entertida por 2 horas, vendo robôs gigantes, o humor do Shia Lebouf, explosões e efeitos especiais de primeira. Era exatamente o que eu esperava de um filme sobre os Transformers, cujo desenho agradava tanto as crianças nos anos 80.

Semana passada fui ver a sequência e fiquei super decepcionada. A ação agora ficou exagerada, os robôs mais impressionantes perderam espaço pra robôs "comic relief", o personagem do Shia Lebouf se perdeu completamente e seu relacionamento com a namorada virou um saco de se ver. As explosões estão lá, os efeitos especiais também, mas o charme que acompanhava o primeiro não. A história está fraca, diálogos piores ainda. Péssimo.

Definitivamente não gostei. Não recomendo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Hajime no Ippo



Nunca fui do tipo de buscar lição de moral em filmes, livros, contos, etc. Eu os via, mas nunca fiquei matutando sobre o que estava sendo passado, internalizando o significado do que estava lendo ou vendo. Podia até discutir a moral da história, entendê-la, mas não como um sentimento aprofundado. Até que comecei a ler Hajime no Ippo. É um shounen, e sobre boxing, o que afastaria muitas meninas de tentar conhecê-lo.

Ippo Makunouchi é o protagonista desta série, que nos leva ao mundo do boxing profissional. Ippo é um garoto tímido que é perseguido a apanha de garotos mais velhos, até que conhece Takamura Mamoru, um boxeador profissional que desperta nele o interesse pelo esporte. E claro, se descobre que Ippo na verdade tem talento pra boxing e ele acaba gostando muito e virando profissional.

A história passa então a seguir sua carreira e dos outros membros do ginásio em que treina, mostrando não só a parte técnica do esporte, mas acima de tudo, sendo uma inspiração para a idéia de que com esforço, dedicação e persistência se consegue muita coisa na vida, e que todas as recompensas não vêm de graça. Por este motivo, se não porque é realmente um mangá divertido, gostoso mesmo de ler, recomendo Hajime no Ippo.

Para conferir, em inglês, aqui!

domingo, 14 de junho de 2009

Taken




Se você é o Liam Neeson, é um ex-agente secreto do governo americano, e sua filha de 17 anos é sequestrada em Paris, o que você faz? Vira um anti-herói ruim até o osso e vai atrás dela. É isso que acontece em Taken, filme de ação que coloca mais uma vez um anti-herói no papel principal.

Desta vez o anti-herói é direto ao ponto e mais anti que herói, o que leva a cenas de ação com gosto de novo, prendendo a atenção e fugindo dos clichês mais óbvios. Curti a ação do filme, mas pra isso tive que ignorar a base pra história, que achei no mínimo, inverossímel e fraquíssima. Liam Neeson faz o papel de um agente secreto aposentado, cujo trabalho o levou ao divórcio e distanciamento de sua filha. No verão de seu 17o aniversário, ela vai pra Paris (muito contra a vontade do pai distante) com uma amiga e durante uma ligação pro pai paranóico e superprotetor percebe que homens invadiram o apartamento e estão levando a amiga e estão vindo atrás dela.

Seguindo pistas dadas no desespero pela filha, o super pai vai pra Paris para resgatar sua filha (sem envolvimento policial) no maior estilo justiceiro. Daí pra frente é sentar e curtir mesmo a ação.

O fraco da história é a idéia de que qualquer jovem chegando na Europa vai ser sequestrada e vendida pra redes de prostituição e que por isso nunca viaje pra Paris. Isso pelo menos é o que qualquer pai alarmista iria pensar após ver esse filme.

Ainda assim vale pra quem gosta do gênero. Luis curtiu muito, e eu curti bastante.