sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Salada Nominal


Estava pensando em sobrenomes hoje. Tudo começou quando Luis recebeu uma ligação do recrutador da Força Aérea bem cedo hoje, pedindo nome, sobrenome, data de nascimento e endereço de meus pais, como parte do "security clearance" que Luis (e eu por consequência do casamento) tem que passar pra ser militar, pra ter certeza de que nossa família não é espiã ou terrorista, etc.

Não sei porque eles não poderiam ter se tocado que eu e minha família já fomos extensivamente pesquisados pelo FBI quando tirei meu visto de noiva, e de novo quando tirei meu Green Card. De qualquer forma, percebi que Luis deu somente o primeiro sobrenome de mamãe e avisei a ele que se é pra "background checks" ele deveria ligar de volta e avisar que o sobrenome dela é igual ao meu, são dois nomes. Aí Luis vem me dizer que só importa o primeiro. E aí foi aquele bate boca pra explicar porque ele deveria ligar e acrescentar o nome paterno dela.

É porque em Porto Rico, as regras pros nomes de família são super diferentes do Brasil. O nome paterno vem antes do materno, que fica no final e é quase sempre ocultado em documentos. Ou seja, se Maria Silva Reis e José Matos Pelota se casam, Maria mantém o nome que ela já tinha, e José mantém o dele. E aí se Pedrinho nasce ele será Matos Silva, pois o primeiro nome recebido será o paterno, seguido pelo sobrenome paterno da mãe. Pedrinho será conhecido como Pedrinho Matos, quase nunca precisando usar seu último nome, Silva. Isso é estranho pra mim, pois cresci abreviando meu primeiro sobrenome e usando meu nome paterno. Então é claro que eu diria que ele deveria dar o segundo nome de minha mãe, pois pra nós ele é importante.

Pra completar meus pensamentos "salada", nos EUA a esposa recebe o nome do marido, e perde o seu. Então Maria só teria o nome de seu pai, Silva, e casando-se com José seria Maria Matos, e só. Bom, eu sou Brasileira, tenho dois sobrenomes, me casei com um porto riquenho, ou seja, não recebi o sobrenome dele, e estou entrando pra vida militar americana, onde eu deveria ter perdido meus dois nomes e recebido somente o nome paterno do meu marido.

E o que isso tudo tem a ver? Com o fato de toda vez que preencho um documento tenho que explicar essa salada toda, pois aqui eles me pedem o nome paterno e quando dou meu último nome e as pessoas insistem em usar meu primeiro sobrenome, nos documentos pro Green Card eu sempre tive que explicar que meu primeiro sobrenome não é meu segundo nome (como em Maria Rita) e que eu não tinha um segundo nome (98% dos americanos, e porto riquenhos também, possuem dois nomes). E agora posso prever as perguntas relacionadas ao fato de não ter o mesmo nome que meu marido, já que nos EUA isso é praxe.

Não é mesmo uma salada?

3 comentários:

Juliana disse...

oi, laura!vi seu perfil entre os seguidores do meu blog e cim saber quem é vc.

amei o layout e o nome do seu Laurice!!!

Não li tudo ,mas dei uma fuçadinha aqui e a li.

Comentando: Amei o filme Up tb. Chorei tanto!


Ah, e tb não gostei de HP 6 ,mas tenho que discordar qnt a caracterização do Ron. Sempre achei que ele é o personagem que tem menos a ver com os livros. O Ron dos filmes é mais puxado pra comédia e é um tanto covarde. Sempre vi o Ron nos livros como sarcástico, debochado e nada covarde.
Vou voltar aqui sempre. bjss

M.F. disse...

Menina, roubei seu contador de Lost, rs. Muito bom! Sou viciada e estou contando os minutos pro próximo episódio, rs.

Laura Schwartz disse...

Obrigada pela visita, meninas!

@Juliana - Pois é, eu não sei porque mas adoro o Rony dos filmes.

@M.F. - Também sou viciada! Mas não estou curtindo muito esta temporada.